Do Começo Ao Fim

Do Começo Ao Fim

Um dos filmes mais aguardados do ano vai muito além de uma relação entre irmãos; é uma história de amor livre.

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por Antonio Marcello em 05 de novembro de 2009 às 15:00.

Quando em maio deste ano o trailer do filme “Do Começo Ao Fim” foi divulgado na internet, criou uma enorme expectativa. Era o primeiro filme brasileiro sobre uma história de amor homossexual, com a polêmica de ser entre irmãos.

Longe de esbarrar na banalidade dos clichês de troca-troca entre garotos durante a infância, o filme bravamente dirigido por Aluizio Abranches conta uma história de amor, cumplicidade, respeito e admiração entre os irmãos Francisco e Thomás, que já na fase adulta extrapolam o sentimento em um relacionamento entre homens.

Ambos são filhos de Julieta (Julia Lemmertz), atualmente casada com Alexandre (Fábio Assunção) e com quem tem o caçula Thomás (Rafael Cardoso) – carinhosamente apelidado de Tontom – que admira Francisco (João Gabriel Vasconcellos), seu único irmão e filho do argentino Pedro (Jean-Pierre Noher).

A emoção dos atores atinge seu ápice nos momentos de trocas de olhares, onde é possível sentir a angústia da mãe ao perceber algo diferente em seus filhos, o medo de ambos os pais com a situação e a redenção recíproca entre os irmãos.

A vida dos garotos é marcada por alguns momentos trágicos mas sempre há muita liberdade e, por esse motivo, “Do Começo Ao Fim” já recebe críticas, por ser considerado um filme longe da realidade. E, na minha particular opinião, é nesse ponto que acerta em cheio.

O filme é muito além de uma polêmica relação incestuosa, que acaba passando despercebida. É uma lição de como vivenciar o amor de uma forma libertadora, e não repressora, independente da sexualidade ou relação dos indivíduos.

“Do Começo Ao Fim” ensina e faz brilhar os olhos de como seria viver em um universo onde todos pudessem amar sem limitações e preconceitos, deixando de lado conflitos de discriminação para experienciar apenas os conflitos de qualquer relacionamento – como saudades, ciúmes e o desejo de estar ao lado de quem se ama o tempo todo, do começo ao fim.

Do Começo Ao Fim (idem, Brasil, 2009)
Direção: Aluizio Abranches
Elenco: Julia Lemmertz, Fabio Assunção, Louise Cardoso, Rafael Cardoso, João Gabriel Vasconcellos
Estréia nos cinemas em 27/11/09

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  1. [...] This post was mentioned on Twitter by dolado and Rick =D, Felipe Tostes. Felipe Tostes said: RT @dolado (Filme) Do Começo Ao Fim, por Antonio http://bit.ly/2FOYxz [...]

  2. Ricardo disse:

    O filme e uma porcaria. Nunca nada tão ruim.

  3. Ednaldo disse:

    Aos amigos que estão Dolado:

    Se o objetivo do filme é estar “longe da realidade”, realmente o diretor acertou em cheio, como diz o artigo acima. As cenas de cumplicidade entre o casal (Sim, são apenas um casal, já que o fato de serem irmãos acaba por ser quase completamente esquecido ao longo do filme) são bem dirigidas e passa-nos a idéia de que eles vivem livremente o seu amor, sem medo de represálias.
    Entretanto, achei que o filme peca exatamente por ser fora da realidade. Não que todo filme deva ser de cunho político e suscitar grandes debates, mas acho que o mundo dos personagens ficou “Pollyanna” demais! Ressalto desde já que não sou nenhum crítico profissional, mas como amante do cinema, achei que o filme contém falhas graves.
    Uma delas é o fato de ser demasiadamente lento. E justo nas cenas em que o diretor tenta “acelerar” a película, ele peca gravemente. Além disso, a trilha sonora é maniqueísta, impedindo que o espectador possa interagir com a história e identificar por si só o estado de espírito das personagens.
    “Do Começo ao Fim” não é um filme absolutamente ruim, mas está longe de ser um bom filme. O destaque fica por conta do bom desempenho dos atores escalados para os personagens principais. Julia Lemmertz é ótima, mas o roteiro e a trilha sonora corrompem sua atuação. Pra mim o filme merece ser visto por dois motivos: para prestigiarmos a produção cinematográfica nacional e, sobretudo, pelo fato de que histórias que envolvem personagens LGBT de uma forma não-caricata devem ser cada vez mais retratadas.

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