Rosas Selvagens

Um convite para aqueles que apreciam a arte da poesia. Continue lendo

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por Roberto Dias em 11 de julho de 2009 às 22:57. Última alteração em 11 de julho de 2009 às 22:58.

Sentado diante da plateia um monólogo se inicia. O artista é um ator versátil que transita por entre sua dor e sua alegria num mesmo tom. A tentativa é de busca, de procura por algo que seja dele; talvez ele mesmo.

Essa é a atmosfera antecipatória de quem lê os primeiros poemas do escritor Roberto Dias. Seu livro de estréia, Rosas Selvagens, é uma compilação poética de poesias maduras, o que ele denomina como “poesias gay-racionalistas”. Essas poesias adentram e perfazem a natureza de um homem adulto envolvido com suas mais profundas preocupações: o amor, a morte, a vida a dois, a arte e o tempo presente.

Em poucas linhas desvenda-se uma poesia que ultrapassa as fronteiras do erotismo velado, mas que adentra a intimidade das coisas, alinhavando suas experiências sexuais, de forma a compor um cenário bem familiar, comum a qualquer gay adulto que se encontra em crise e que deseja a superação.

Rosas Selvagens é um lindo poema sentimental. O racionalismo é apenas um caminho para a adequada concatenação de suas idéias. É o relato de um homem equilibrado que percorre uma ponte pênsil, mas que mantém seu equilíbrio nas suas conclusões abertas.

Portanto, Rosas Selvagens é um livro sobre sexo, falos, livros, traição, medo, morte. Em quero a morte, ele quer a vida: “quero a morte, mas como o fim, um fim. Quero-a como o nascimento de algo vivo depois dela, como folha decídua que vira húmus, quer vira flor; eu quero a morte de minha parte podre e que umedeça que cresça e fortaleça em mim a flor.”

Além disso, Rosas Selvagens é uma procura pelo artista dentro dele mesmo, como uma análise metalingüística de sua arte. Nesses poemas, Roberto Dias tenta se encontrar na arte como verdadeiro viés de redenção de sua busca: “Não vivo, somente me alimento: cada livro me enche de tormento; cada ausência alivia minha sangria, mas onde está minha alegria?”

A capa do livro “Rosas Selvagens” é outro detalhe na qual se revela outra faceta do artista; a foto de uma tela em acrílico que faz parte da obra do pintor-escritor-poeta Roberto Dias.

Essa versatilidade do artista faz de Rosas Selvagens um livro atraente; um convite para aqueles que apreciam a arte da poesia que invade as entranhas do homem gay e desnuda suas paixões, alegrias e medos.

“Rosas Selvagens” pode ser adquirido exclusivamente através do site http://clubedeautores.com.br/book/2487–Rosas_Selvagens.

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