Entrevista com o DJ Paulo Pacheco

Deejay apresenta remix da música ‘Timebomb’ da cantora Kylie Minogue. Continue lendo

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por Redação em 20 de junho de 2012 às 08:37.

Ele é uma das figuras mais carismáticas da noite de São Paulo. DJ consagrado, é conhecido por um som agressivo e de extrema qualidade. “Eu sempre senti o grande poder de cura que a música tem. Me sinto aliviado dos problemas, tristezas e de qualquer negativismo, escutando música. A minha grande diva Donna Summer já cantava isso em Love Is A Healer. Deixar as pessoas felizes enquanto toco será sempre minha preocupação maior”, diz. Atualmente residente do club The Week, em entrevista ao Dolado ele conta das suas admirações, fala sobre a cena gay eletrônica e do seu diferencial em relação a outros DJs.

Entrevista com o DJ Paulo Pacheco

Entrevista com o DJ Paulo Pacheco

Como surgiu seu interesse pela música?
Já nasci com ele.

Quais são suas influências nacionais e internacionais?
Acho que nunca fui influenciado. Sou admirador do trabalho de vários profissionais. De hoje e de ontem. Green Velvet, Maurice Joshua, David Guetta, David Morales, Jeff Mills, Kevin Saunderson, Peter Rauhofer, Danny Tenaglia, Abel Aguilera, Paulo Gois, Masters at Work, Tiesto, Ralphi Rosario, Cevin Fisher, Carl Cox, Chris Cox, Tony Moran, Chus & Ceballos, entre muitos outros. Mas não sei se fui influenciado. Nunca procurei imitar ou soar parecido com algum deles. Sempre escutava um pouco do trabalho de todos. Prestava atenção na pista, quando tocava as músicas deles e via o que cabia ou não no meu trabalho.

Qual é seu estilo?
Não tenho estilo pré-determinado. Posso numa noite soar mais tribal, na outra mais progressivo. Outras vezes, estou mais house. E por aí vai. Acho chato ficar preso a um estilo. Numa noite, se for preciso, vou do pop ao techno. Gosto de viajar nos estilos e fazer a pista viajar nas músicas.

O que você acha da cena eletrônica gay nacional?
Vai muito bem, obrigado. Muitos DJs nacionais estão ganhando destaque dentro do país, o que acho muito importante. Tocar fora do Brasil não vai consolidar a sua carreira por aqui. Muito ao contrario do que a maioria pensa. Também acho que temos muitos DJs ocupando espaço de gente talentosa, que poderia elevar o nível da noite gay. Assim como pseudo-produtores de festas. Muitos DJs ruins, com sets preguiçosos. Muito fácil tocar o “feijão com arroz” de cada dia. Enquanto tem muita gente boa pronta para acontecer. Mas falta uma posição mais séria dos donos de clubs. Muitos pensam mais na grana do que na club culture. Afinal, tocar aquilo que todo mundo quer escutar na pista é fácil. Agora abrir e fechar uma noite, poucos DJs sabem fazer. Mas a cena vai melhorar, com certeza.

Uma cantora que você considere uma diva?
Madonna! Não porque eu ache que ela seja a melhor. Mas que é D-I-V-A, isso ninguém pode negar. Canta, dança, dirige cinema, atua… É uma artista mais do que completa e está nos sonhos de 99% dos gays do mundo todo.

Uma música que tenha marcado sua carreira?
Kristine W. – The Wonder of it all

Qual seu diferencial em relação a outros DJs?
Amor e dedicação pelo que faço! Vejo um grande número de DJs que ingressou na noite pela fama, dinheiro, status e sucesso. Isso tudo para mim, vem como resultado de um trabalho feito com muito, muito amor!

Confiram o remix do DJ Paulo Pacheco para Timebomb, novo single de Kylie Minogue.

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