Faithless no Brasil

A banda esteve em São Paulo e fez show no último dia 10 para divulgar seu novo álbum The Dance Never Ends. Continue lendo

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por PP Isaac em 18 de novembro de 2010 às 11:01.

Faithless no Brasil

Maxi Jazz e Sister Bliss dão rosto à banda de música eletrônica Faithless, que conta ainda com Rollo Armstrong – irmão da cantora Dido, a qual, por sua vez, já participou com seus vocais suaves de algumas das melhores músicas do grupo.

Neste mês de novembro, os músicos britânicos desembarcaram no Brasil para algumas apresentações, sendo que a única que contou com todos os seus integrantes ocorreu no dia 10/11, na Warehouse, em São Paulo.

O Dolado esteve no show em questão e pôde conferir de perto a empolgação e genialidade do rapper budista Maxi Jazz e a atitude full-power de Sister Bliss, num show que reuniu hits clássicos como Insomnia, God Is A DJ e We Come 1 com suas novas músicas Sun To Me e Feel Me, como abertura dos projetos Creamfields no Brasil, cujas festas mundialmente famosas serão organizadas no país em 2011.

Contudo, a apresentação esteve longe de ser perfeita. Os produtores do evento não poderiam ter errado mais na escolha da data (na madrugada de uma quarta para quinta-feira), do local (Warehouse) e, consequentemente, do público.

Dentre as pessoas presentes, era notório que pouquíssimas conheciam a banda, o que dificultou bastante a empolgação da mesma à 1h30 da manhã – horário infeliz para todos que lá estavam. A escolha do local também não foi feliz: um galpão, como o próprio nome diz, integrado ao clube Pacha SP, adaptado precariamente como casa de shows. Muito provavelmente, o primeiro foi consequência do segundo, já que o público estava mais para os frequentadores do clube do que apreciadores das nuances do eletrônico espiritualizado do Faithless.

Voltando à banda e seu show, o mesmo faz parte da turnê mundial para divulgar seu sexto álbum The Dance, relançado neste mês na Europa em uma edição especial batizada de The Dance Never Ends, que traz um CD bônus de remixes das faixas originais feitos por superstar DJs como Tiësto, Armin Van Buuren, Eric Prydz e Mark Knight.

The Dance traz ótimas músicas, especialmente no que se refere à qualidade das letras, como de costume, de faixas como Flyin Hi e Feelin Good, que conta com a participação da cantora Dido nos vocais. Entretanto, deixa um aftertaste que nos faz questionar se o som, que mistura trance e house, não teria ficado defasado nesses 15 anos de existência da banda.

Nos últimos anos, o progressive house vem dominando as pistas de dança mundo afora, inclusive no Brasil. Mas esse tipo de som tem sido sintetizado em estúdios por DJs/produtores que não demandam grande infraestrutura. Se por um lado o som mais orgânico do Faithless o coloca à frente da curva, pode também ser o princípio de sua ruína.

No geral, o show realizado em São Paulo foi tecnicamente perfeito e com certeza satisfez os poucos fãs do grupo britânico. Mas o selo Creamfields terá de trabalhar melhor na promoção e realização de suas próximas atrações.

Em tempo, o show contou com a abertura de Rodrigo Ferrari, residente do clube Pacha SP e DJ que desponta no cenário eletrônico brasileiro, e encerramento do excelente DJ international Laidback Luke, que infelizmente não pôde ser apreciado por muitos em razão do horário tardio do início de seu set.

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