Robyn e seu projeto ‘Body Talk’
Lançado de forma esparsa em 3 álbuns ao longo de 2010, o projeto foi um golpe de ar fresco no cenário do pop eletrônico. Continue lendo
por PP Isaac em 06 de dezembro de 2010 às 19:04. Última alteração em 06 de dezembro de 2010 às 19:07.

Entre o final de novembro e o começo deste mês foi lançado mundialmente um dos melhores álbuns do ano, o Body Talk da Robyn. Esta é a terceira e última parte do projeto, que teve em junho e setembro de 2010 o lançamento de suas duas primeiras partes, cada uma com 8 músicas inéditas.
O último álbum consolidou o projeto todo em 15 faixas, sendo 5 do primeiro álbum, 5 do segundo e 5 inéditas:
1. Fembot
2. Don’t Fucking Tell Me What To Do
3. Dancing On My Own
4. Indestructible
5. Time Machine
6. Love Kills
7. Hang With Me
8. Call Your Girlfriend
9. None Of Dem (com Röyksopp)
10. We Dance To The Beat
11. U Should Know Better (com Snoop Dogg)
12. Dancehall Queen
13. Get Myself Together
14. In My Eyes
15. Stars 4-Ever
A idéia de lançar o trabalho em três partes veio da própria cantora sueca, tendo como justificativa o fato de que ninguém atualmente escuta um álbum com muitas faixas por inteiro, como também sua vontade em lançar suas músicas na medida em que eram finalizadas.
Grande parte das faixas foi produzida e composta em conjunto com seu conterrâneo Klas Ahlund, mas o projeto teve também as mãos de Andreas Kleerup (produtor de seu maior hit no passado, a música With Every Heartbeat), Max Martin (responsável pelos grandes hits de Britney Spears, N’Sync e cia.), Snoop Dogg e a dupla Röyksopp.
Para cada álbum lançado, um single foi escolhido e ganhou clipe e remixes oficiais. O primeiro, Dancing On My Own, que já se tornou um clássico do indie pop, mostra a vulnerabilidade ao final de um relacionamento, naquele momento do primeiro encontro em que o ex já está com alguém novo (ouch). O segundo single, Hang With Me, por sua vez, traz uma Robyn tentando se abrir para um novo amor, mas sem criar grandes expectativas. Indestructible, o terceiro single, fala por fim sobre o amor sem ressalvas, a paixão desenfreada.
Se ouvidos de uma só vez, é possível visualizar a recriação do ciclo natural de todos que já amaram: a dor do coração partido, a abertura para pessoas e situações novas e o envolvimento completo, quando se deixa o amor entrar de novo.
Mas o projeto não trouxe apenas letras agridoces sobre relacionamentos. Na faixa U Should Know Better, Robyn e o rapper Snoop Dogg surgem em um momento gangsta e tombam todos. Já em Criminal Intent, vemos uma Robyn safadinha e pronta para se jogar noite afora.
No geral, Body Talk manteve a linha europop que consagrou a cantora, mas também trouxe faixas mais experimentais, como None Of Dem – produzida pelos sempre bacanas Torbjørn Brundtland e Svein Berge, que juntos formam o Röyksopp – e Dancehall Queen – produzida por Diplo (aka, Thomas Wesley Pentz).
Pontos altos: Dancing On My Own, Hang With Me, Time Machine, Indestructible, None Of Dem, In My Eyes e Stars 4-Ever.
Pontos baixos: a ausência das excelentes faixas Cry When You Get Older e Criminal Intent, presentes, respectivamente, nas partes 1 e 2 do projeto, que poderiam ter entrado facilmente para a tracklist no lugar de We Dance To The Beat e U Should Know Better.





