por PP Isaac em 01 de dezembro de 2009 às 22:30.
Há alguns dias a banda the Killers passou por aqui com seu único show em terras tupiniquins da turnê que promove seu terceiro álbum de estúdio “Day & Age”. Ele aconteceu na Chácara do Jockey, o ”local” de shows mais sem infraestrutura de São Paulo. Os fãs ficaram cobertos de lama por causa do chão de terra e da chuva forte que caiu no dia, mas nem isso foi capaz de evitar que todos pulassem e cantassem em uma voz só com o grupo.
Brandon Flowers, vocalista e frontman, encantou a todos com seu carisma e as palavras que arriscava em português. O setlist passeou entre seus muitos hits e algumas músicas favoritas dos fãs, como “Jenny Was A Friend Of Mine” e “All These Things That I’ve Done”. “Human”, que estourou em 2008 mundo afora, foi a escolhida para abrir o show e trouxe o lugar abaixo.
Claro que não podiam faltar seus primeiros sucessos “Somebody Told Me” e “Mr. Brightside”. “Read My Mind” foi precedida do clássico de Elvis Presley “Can’t Help Falling In Love”, em versão acapella, deixando ainda mais em evidência o quanto Flowers é afinado e talentoso.
Outra que não desapontou em sua versão ao vivo foi “Spaceman”, momento em que todos, sem exceção, cantaram “ooo ooo ooo” em coro. Como era de se esperar, o setlist teve algumas alterações, como em todo o resto da turnê, ficando de fora a ótima música “I Can’t Stay” do último álbum. Mas a ausência desta e de outras faixas foram compensadas por outras performances memoráveis, como a de “When You Were Young”, que fechou a noite após muito suspense sobre a volta da banda para o “bis”.
O show foi com certeza o melhor da carreira da banda até a presente data. As lindas projeções nos telões retangulares ajudaram a criar um clima especial, ilustrando o ar poético de suas letras. Mas o show audio visual com certeza não será a única lembrança de quem estava lá, mas também a afirmação “I got soul, but I’m not a soldier” (“eu tenho alma, mas não sou um soldado”) e a indagação “are we human or are we dancer?” (“somos humanos ou dançarinos?”). Algo que os integrantes do The Killers querem que a gente reflita a respeito.
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Um trabalho incrÃvel tem sido feito para acabar com a homofobia nos esportes. Essa é uma parte de mim que amo. Gosto de ser conhecido como gay. Eu enxergo como algo positivo ser conhecido como tal.
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