Viva a Diversidade

Confira a cobertura do maior evento da comunidade LGBT no mundo. Continue lendo

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por Redação em 14 de junho de 2009 às 23:13. Última alteração em 15 de junho de 2009 às 00:23.

A maior semana LGBT do mundo se encerra. Milhares de transformaram São Paulo em uma cidade mais colorida e com um ar de liberdade.

Restaurantes, casas noturnas e bares lotados. Shoppings e ruas famosas por seu comercio também atraíram o público LGBT, que aproveitou a visita pra fazer umas comprinhas. E o Playcenter, maior parque de diversões da cidade, abriu às portas para receber os mais de 6.000 participantes na 9ª Edição do Gay Day.

Foi uma longa semana em que a cidade de São Paulo ganhou os holofotes por estender a bandeira da diversidade. Em meio a festas, diversão e um calendário social, dois grandes eventos marcaram essa importante semana da diversidade.

9ª Feira Cultural LGBT

O Vale do Anhangabaú abriu o grande “feriado LGBT” na quinta-feira (11) e foi o palco para os 120 stands – muito bem organizados entre associações LGBT, alimentação e compras – e 2 palcos com música, performances de drag queens e as estréias do “1º Flash” – Festival da Diversidade na Música – reunindo novas bandas e artistas, e do “Palco Pocket” – um espaço livre para manifestações artísticas.
Segundo a Polícia Militar de São Paulo, não tiveram grandes ocorrências, apenas pequenas confusões e pessoas que passaram mal – ambos os casos pelo excesso de álcool.

13ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

A cidade de São Paulo ficou cheia nesse feriado prolongado e apenas por um único motivo: a 13ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo que aconteceu hoje (14), na Avenida Paulista.

O evento, que fecha essa grande semana para a comunidade LGBT, deveria se chamar Parada da Diversidade pois é uma das poucas vezes em que é possível ver todo tipo de gente reunida e se divertindo. Fantasiados, drags, jovens, velhos, casais, solteiros, gente simples, gente rica, gordinhos, sarados, gays e heterossexuais. Todos fazem o evento ser um grande exemplo de coletividade e demonstram que uma sociedade com respeito pela diversidade pode ser real.

Esse ano, a Parada do Orgulho LGBT começou por volta das 12h20, com a saída do primeiro trio elétrico. Por ser um ano não eleitoral, a Parada contou apenas com a participação do governador José Serra e do prefeito Gilberto Kassab. A ex-prefeita Marta Suplicy também marcou presença.

A ausência dos trios elétricos de casas noturnas deixou o evento mais político e menos “festivo. Mesmo com muita musica e uma multidão de pessoas, alguns participantes comentavam a ausência de seus trios elétricos favoritos.

Carlos Eduardo, de 32 anos, revelou “era muito gostoso seguir o carro da balada, ouvir as músicas que tocam nela e encontrar caras conhecidas, uma pena não ter esse ano”. Já Aline, de 19 anos, sentiu falta das celebridades “essa é a terceira vez que venho pra Parada e é ruim não ver gente famosa”.

A lacuna deixada pelas casas noturnas foi preenchida por trios elétricos de diversas associações que lutam pelas questões LGBT, como por exemplo o trio elétrico “Não Homofobia” – http://www.naohomofobia.com.br – chamando a atenção dos participantes pra assinar o abaixo-assinado on-line que luta pela criminalização da homofobia no Brasil.

Nem tudo foi festa

A segurança do evento foi reforçada. Dois mil policiais militares, 420 seguranças particulares e câmeras da ONG Paulista Viva estavam à disposição para garantir a segurança dos milhares de participantes da Parada Gay. Mesmo assim, o evento foi permeado por diversos imprevistos e situações chatas.

Durante vários empurra-empurra, alguns participantes tiveram seus pertences furtados, como celulares, carteiras e câmeras digitais. Alguns chegaram a ver a ação criminosa mas não conseguiram avisar os policias a tempo.

Problemas ocasionados por bebida alcoólica também marcaram presença. O público jovem, de 16 e 17 anos, registrou a maioria das ocorrências relacionadas ao excesso de consumo alcoólico.

No final da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, por volta das 19h, um rapaz embriagado foi agredido após tropeçar e esbarrar em um grupo de 5 pessoas. A agressão aconteceu na esquina da Rua Frei Caneca com a Rua Dona Antônia de Queirós, a vitima foi socorrida pelo carro do Resgate e os agressores até então não foram encontrados.

Traficantes com cocaína, uma tentativa de roubo a mão armada e um participante que urinava no carro da Policia, foram outras ocorrências do evento.

Diante a tantos imprevistos, a Policia Militar de São Paulo deve sugerir mudanças aos organizadores do evento, visando uma maior segurança dos participantes.

365 dias de Orgulho LGBT

O maior evento LGBT do Brasil, e do mundo, acabou. Não é por isso que se deve deixar de pensar nos direitos e deveres de cada individuo da comunidade LGBT.

A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é uma grande festa mas, antes disso, um gigantesco evento social que faz todo o pais olhar para a comunidade e ouvir a voz LGBT.

No dia-a-dia, não esqueça de refletir sobre o seu papel na sociedade e descobrir como realizar pequenas mudanças positivas. Não é preciso esperar o dia da Parada Gay para ter sua voz ouvida e celebrar o seu orgulho. Todo dia devemos sentir orgulho por sermos LGBT.

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