Quais os melhores caminhos para diminuir a homofobia nas escolas?

A homofobia continua presente nas escolas brasileiras e ao redor do mundo.

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por Redação em 20 de agosto de 2009 às 19:47. Última alteração em 20 de agosto de 2009 às 19:49.

As salas de aula são alguns dos ambientes mais nocivos à saúde mental de homossexuais. Na infância, por inocência e com base na educação familiar, a grande maioria costuma apontar e excluir colegas homossexuais ou que tenham um comportamento diferente do que foi educado como “normal”. Na adolescência, a exclusão continua forte, podendo resultar de agressões físicas e verbais.

Os números assustadores da homofobia nas escolas brasileiras
Uma reportagem especial da Agência Brasil traz resultados de um estudo que questionou a opinião dos alunos do Distrito Federal sobre a existência de colegas homossexuais. De 10 mil estudantes, 2.780 reprovam a presença de colegas homossexuais na sala de aula, sendo que o grupo que mais rejeita homossexuais é formado por estudantes com menos de 11 anos – 50% desse grupo rejeita a existência de colegas homossexuais.

De acordo com outra pesquisa, realizada pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) em diversas unidades de ensino de todo o Brasil, aponta que na escola pública cerca de 87% da comunidade – entre alunos, pais, professores ou servidores – têm algum tipo de preconceito contra colegas homossexuais, bissexuais e travestis.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o carioca Grupo Arco-Íris lançaram este mês dois curtas onde o tema central é a homofobia nas escolas, produzidos por uma oficina de jovens LGBT“. O curta “Novamente” coloca dois casais no foco da história – um gay e um heterossexual – e analisará a receptividade dos colegas para cada um deles. Já o “Por outros olhos” mostra um universo utópico, onde só há homossexuais na escola sendo que a diferença é marcada pela presença de um menino e uma menina que se apaixonam.

Quais os melhores caminhos para um maior respeito dos alunos LGBT nas escolas?

Quais os melhores caminhos para um maior respeito dos alunos LGBT nas escolas?

Uma escola online LGBT não aumentaria a exclusão?
Com base nos EUA e lançamento previsto para 2010, a escola online LGBT é uma proposta da International Association for K-12 Online Learning (iNACOL).

O objetivo da escola é promover um ensino seguro e receptivo à diversidade sexual, já que estudos de entidades LGBT americanas apontam que, 9 entre 10 alunos com sexualidade diferente já sofreram algum tipo de assédio na escola; mais de metade contou que não se sente segura por conta da sexualidade e 32% abandonariam os estudos para evitar o assédio nas salas de aula.

Desde que o conceito foi lançado em novembro, dezenas de inscrições já foram realizadas por diversas cidades dos Estados Unidos.

A Escola Online também vai dar aulas sobre a história e o movimento LGBT.

Até que ponto é saudável ter uma escola online para alunos LGBT? A iniciativa não resultaria em mais exclusão?

Processo contra a discriminação sexual dentro da escola
Um estudante do Minnesota (EUA) realizou o sonho da grande maioria dos alunos que sofrem discriminação sexual na escola: denunciou o assédio que sofreu entre 2007 e 2008 e vai receber uma indenização de 50 mil reais.

Os professores Diane Cleveland e Walter Filson, da escola Anoka-Hennepin School District, perseguiam o aluno e faziam piadas constantes sobre a sexualidade do garoto, incentivando que outros alunos fizessem o mesmo.

Confira a reportagem “Homofobia – O preconceito nas escolas” da Agência Brasil.

Nossa redação propõe uma reflexão: preparar os professores para lidar e orientar os alunos sobre a diversidade sexual, não seria o melhor caminho? Qual o papel dos alunos LGBT nesse processo? A escola online LGBT é a melhor alternativa?

Deixe sua opinião no espaço abaixo.

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Comente

  1. Pablo T. disse:

    Com certeza preparar professores orientado para lidar sobre a diversidade é uma ótima opção.
    Os estudantes LGBT não deveriam aceitar essa escola Online. Isso com certeza é uma exclusão!
    Não podemos recuar.

    O assunto é complicado quando o preconceito está em todos, incluindo quem é homossexual.
    Já havia comentado em outro blog.
    Esses dias eu estava na lanchonete aqui perto de casa, eu e meus dois amigos “gays”. Eles namoram há dois anos e tentam ser o mais discretos possíveis.
    Enquanto conversávamos, um outro amigo chegou, eu levantei e o abracei, (normal).
    Os dois queriam sair do local (o casal), acharam que eu estava sendo muito (gay).
    Fiquei quieto.
    O preconceito estavam com eles. É até engraçado, os dois vivem juntos por muito tempo e tentam enganar seus pais, dizendo que são amigos (héteros) compartilhando uma casa, apenas para ser independentes. Enfim, eu sei que vai de cada um se assumir para os outros, mas quando tivermos medo de falar quem somos, pelo menos para nossos pais, sempre haverá preconceito. Eu acredito que se todos os professores, advogados, médicos, enfim todo mundo homossexual se assumir, (pelo menos para a família), algo irá mudar.
    Vamos ver se consigo passar isso certo ou se complico mais.
    Por exemplo:
    Falei para minha mãe sobre mim, ela chorou, lamentou por um tempo, mas hoje, ela me admira, pois eu trabalho, ajudo em casa etc. Eu continuo o mesmo.
    Esses dias ela disse que pensava que ser gay era ser alguém que queria ser mulher como travesti e sair rebolando na rua.
    Em outras palavras, eu ajudei a quebrar o estereótipo que ela tinha.
    Falei para mais 3 amigos (meus melhores amigos). Todos ficaram “boquiabertos” também. Mas vi que todos me respeitam e eu sei que eles não pensam como pensavam antes sobre um homossexual.
    Se mostrarmos quem somos, haverá respeito e o preconceito será quebrado.
    Um “problema” é que quem se assume hoje em dia são os bemmmmm afeminado e isso dá a impressão de só quem é assim é homossexual.
    E sabemos que não é bem assim.
    Enfim.
    Algo para refletir.
    Não sou o dono da palavra, muito menos que isso é certo (se assumir), mas é uma idéia.

    Somos um povo preconceituoso!

    Voltando a pergunta do post.

    Quais os melhores caminhos para diminuir a homofobia nas escolas?

    R: Em casa. .

  2. WB disse:

    Na minha escola já teve até parada gay, mas a própria coordenação tentou punir os alunos por isso

  3. Francisco F. disse:

    Acredito que o primeiro passo seja orientar os professores e rever o processo pedagógico para que esse vise a integração dos alunos, sem distinção de sexo e raça.
    Uma escola on line serviria para excluir o aluno LGBT e fortalecer a inibição do mesmo para convívio social durante e após a auto aceitação.
    Nas escolas deveria haver uma orientação para os alunos homossexuais auxiliando o mesmo em sua fase de descoberta ou aceitação da homossexualidade para que esse aenfrentasse o mundo de cara limpa. Sem precisar se esconder com medo de represálias como ocorre, infelizmente, até os dias hoje.
    O melhor caminho é arevisão do processo pedagógico. Porém, a escola não é o fio condutor de toda a educação, a família é fundamental para a criação do caráter do indivíduo. Na minha época de escola e agora de Universidade o preconceito só acabou quando encarei de frente e me assumi para todos sem medo.

  4. Diego Deus disse:

    Sem sombra de dúvidas, acabar com a homofobia dos professores é o caminho mais curto para uma nova geração livre de preconceitos.

  5. [...] feira vi um tweet da Denise Arcoverde mencionando um texto sobre a questão da homofobia nas escolas e fiquei assustada com a taxa de rejeição aos gays na faixa dos 10 anos de [...]

  6. Alexandre Sobreiro disse:

    Apóio as iniciativas de orientação junto aos professores e mesmo aos jovens.
    Não acho que se deiva simplesmente excluir a escola on-line LGBT. Não, ao menos, se ela é o que eu entendi: uma estrutura pedagógica específica para ministrar disciplinas que explorem os processos de auto-afirmação/aceitação da identidade sexual. É isso? Ou tais disciplina são apenas um adendo e as disciplinas usuais também são ministradas?
    Agradeço se houver resposta a essa minha questão.

  7. Redação disse:

    Resposta ao Alexandre.

    Alexandre, ao que tudo indica é uma escola com as mesmas disciplinas que qualquer outra escola, com a diferença que é online e terá aulas sobre a história e o movimento LGBT.

    Segundo informações, a idéia do projeto é oferecer um ambiente seguro e sem discriminação para os alunos LGBT.

    Estamos de olho e qualquer novidade voltamos a informar.

    Obrigado,
    Redação Dolado

  8. Rachel Mafra disse:

    A escola é de todos, independente da orientação sexual, da raça, do credo…
    Criar uma escola online, apesar de proteger os homossexuais, é um absurdo pois é altamente discriminatório.
    O que precisa ser feito, URGENTE, é uma trabalho sério nas escola, com toda comunidade escolar, contra o preconceito e a discriminação.
    É preciso deixar bem claro que homossexualidade não é opção e que todos, numa sociedade saudável, tem que ter seus direitos garantidos.
    A educação pode, verdadeiramente, combater a homofobia.

Vídeo

Curta nacional ‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’ conta a história de amor entre dois garotos na escola

Um trabalho incrível tem sido feito para acabar com a homofobia nos esportes. Essa é uma parte de mim que amo. Gosto de ser conhecido como gay. Eu enxergo como algo positivo ser conhecido como tal.

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