por Redação em 11 de novembro de 2009 às 14:45.
Na tentativa de explicar as diversas acusações de participantes e entidades LGBT, a PolÃcia Militar declarou que os manifestantes foram os culpados pelo uso de força e agressão dos policiais militares durante a 5ª Parada do Orgulho LGBT de Santo André neste domingo (8). Em nota oficial emitida na segunda-feira (9), a PM acrescenta que a organização do evento desrespeitou o termo de Ajuste de Conduta para realização da Parada.
De acordo com a nota, alguns trios elétricos não estavam autorizados pelo poder público local; os participantes não deixaram a avenida no horário determinado – à s 18h – e, ao contrário, começaram a tumultuar e invadir residências e estabelecimentos do local.
Confira a nota na Ãntegra disponibilizada pelo Gay.com.br.
Conflitos com a PolÃcia Militar antes e durante a Parada
A 5ª Parada do Orgulho LGBT de Santo André começou com duas horas de atraso por conta da negociação entre a ONG ABCDS (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual), organizadora do evento, e a PolÃcia Militar, que não permitiu o uso de trios elétricos, transformando a parada em uma silenciosa passeata de 5km.
A PolÃcia Militar sugeriu que os trios elétricos ligassem o som e ficassem parados na Avenida Industrial, local de concentração da parada, mas os vizinhos não permitiram. O veto teria irritado cerca de 5 mil participantes que começaram a protestar, dando inÃcio à ação dos policiais militares para controlar os manifestantes.
Como relatado pelo Gay.com.br, que cobriu o evento mas não esteve presente no momento das agressões, as informações sobre a violência dos policiais militares foram divulgadas pelo Twitter da APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo).
Segundo a APOGLBT, entre as pessoas agredidas estavam Gustavo Mendes, assessor jurÃdico do CADS, que tentou fotografar um policial escondendo o distintivo; e Dimitri Sales, coordenador de polÃticas para a diversidade sexual do estado, que tentou defender um participante. Ambos foram atingidos com gás de pimenta.
De acordo com a nota da PolÃcia Militar, Dimitri foi atingido pelo gás de pimenta “por estar próximo de um dos tumultos”.
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Um trabalho incrÃvel tem sido feito para acabar com a homofobia nos esportes. Essa é uma parte de mim que amo. Gosto de ser conhecido como gay. Eu enxergo como algo positivo ser conhecido como tal.
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