Alerta: remédio contra AIDS vira droga em boates
Mistura explosiva combina alucinógenos e outros medicamentos. Continue lendo
por Redação em 29 de junho de 2009 às 14:41 com informações do jornal O Estado de São Paulo - http://www.estadao.com.br/. Última alteração em 29 de junho de 2009 às 14:43.
Uma combinação explosiva tem visitado festas particulares, dark rooms e boates GLS. Trata-se da mistura de três pílulas: medicamento contra impotência + ecstasy + uma das drogas usadas no coquetel antiaids. O resultado da mistura é um alto efeito alucinógeno – e perigoso.
A combinação custa R$200 e o seu preço elevado é argumentado por quem vende: o ecstasy é para pirar, o remédio para impotência é para aumentar a libido e agüentar ter quantas relações sexuais quiser, e o último – o remédio contra AIDS – é para proteger os que farão sexo sem camisinha.
O remédio contra a AIDS tem sido tratado como “droga recreativa”, já que os seus usuários tem utilizado para aumentar o efeito alucinógeno, misturado a outras substâncias.
Originalmente o remédio é conhecido como o “coquetel do dia seguinte”, medicado apenas para pessoas que viveram uma situação de exposição ao vírus. Embora acreditem que o remédio pode impedir a infecção, ainda não há comprovação científica dos efeitos.
O alerta dos especialistas quanto à prática é que mesmo que esse comportamento arriscado [mistura das drogas] hoje esteja restrito ao grupo gay (e endinheirado), a história da aids já mostrou que a doença não segue nem respeita orientações sexuais.

