APOGLBT divulga cálculo de 3,1 milhões na Parada

Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo divulga nota oficial sobre o evento do último domingo. Continue lendo

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por Redação em 17 de junho de 2009 às 16:30 APOGLBT - http://www.paradasp.org.br/.

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) divulgou nota em que revela que 3,1 milhões de pessoas compareceram à 13ª. Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. A nota também avalia os resultados da série de eventos, que obtiveram menos recursos que edições anteriores, mas promoveu mais e melhores atividades. Segundo os organizadores, os incidentes de violência ocorridos demonstram a necessidade de aprovação de leis punitivas que intimidem as gangues e práticas homofóbicas, mas também demandam o aprimoramento contínuo do trabalho de segurança da manifestação.

Leia a íntegra da nota:

Nota da APOGLBT sobre o 13º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo

Mais uma vez, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo ultrapassa os três milhões de participantes. Cálculos apurados demonstram que o fluxo de pessoas durante todo o período chega a 3,1 milhões.

Assumidas como estratégia do movimento LGBT mundial, as paradas têm cumprido plenamente seus efeitos políticos ao provocar amplamente a opinião pública sobre as demandas desta população discriminada. Mais uma vez, a Parada de São Paulo ampliou esse debate, ao defender a aprovação da lei que criminaliza a homofobia.

Ganhou destaque a ação junto ao grupo carioca Arco-Íris para as assinaturas do manifesto “NãoHomofobia”, nem tanto pelo acréscimo no número de assinaturas, mas na divulgação do intento. Com paciência, pessoas esperavam em fila devido ao pequeno número de computadores. Recursos para mais equipamentos teriam logrado resultados ainda melhores.

Por outro lado, as paradas têm o caráter inerente de celebração do direito de se manifestar publicamente, independente da orientação sexual de cada indivíduo. Este é um dos principais motivos do sucesso dessas manifestações e precisa ser preservado, defendido e aprimorado. Este amálgama de objetivos políticos e festivos tem sido o responsável pela atração de turistas de todo o país e do mundo, interessados em conhecer este momento único da cidade de São Paulo. Embora não tenha sido este o objetivo inicial da Parada, defendemos que a permanência dos números de arrecadação da cidade de São Paulo, por ocasião da Parada, dependem de maior investimento em condições de realização.

Evidentemente, a dimensão excepcional desta manifestação aponta para um turbilhão de questões organizacionais, questionadas pela própria APOGLBT, ano a ano. A cada edição, ações são adotadas para garantir a segurança e conforto dos participantes.

Os custos da série de atividades do Mês do Orgulho LGBT são pífios, se considerado o tamanho da riqueza que a cidade acumula após cada Parada. A Feira Cultural LGBT, o Flash Festival da Diversidade na Música, o Prêmio Cidadania em Respeito a Diversidade, o Ciclo de Debates, o Gay Day e a Parada, todos organizados pela APOGLBT, juntos, enriquecem um calendário de eventos e manifestações com amplo leque de opções e objetivos. Embora a grade de atividades tenha aumentado, menos recursos de patrocínio e financiamento foram aportados para esta edição, embora haja investimento público em camarotes e estruturas que não cumprem papel relevante, em detrimento do atendimento aos manifestantes civis.

As agressões após a Parada de 2009 mostram claramente o quanto é necessário aprovar uma lei que criminalize esses absurdos. Esses casos ganham destaque no dia da Parada, mas acontecem todo dia, sem que autoridades se pronunciem. Mas também são questões que demandam empenho e criatividade dos responsáveis pela segurança da manifestação. Pelo ineditismo dos números da Parada, os organismos de segurança são ainda mais convocados a experimentar novos procedimentos e recursos. Segundo a Polícia Militar, este ano, os números de efetivo policial aumentaram, houve monitoramento por câmeras de vídeo, três helicópteros sobrevoaram o percurso e procurou-se reprimir a venda ilegal de bebidas alcoólicas. O aumento do número de cordeiros de cada trio permitiu que a passagem pela esquina da Av. Paulista com Rua da Consolação transcorresse sem incidentes. Podemos concluir que, com isso, a obra do Metrô em nada impediu o transcurso da Parada. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi cumprido com folga.

Dessa forma, a 13ª. Parada do Orgulho LGBT de São Paulo revelou sua importância como estratégia de pressão por aprovação de direitos de uma população discriminada. Mostrou, mais uma vez, a importância que tem para uma grande parcela da população que não pode ocupar espaços públicos para expressão de sua homoafetividade. Os incidentes de violência revelam a importância de aprimorar as práticas de segurança, garantindo a punibilidade dos envolvidos para desestimular o aparecimento deste tipo de marginais, – sejam eles apenas ladrões ou gangues homofóbicas –, no interior e nas proximidades da Parada. O 13º. Mês do Orgulho LGBT provou que, apesar da redução gradual de recursos, – com criatividade e competência –, é possível organizar atividades que atendam ao público e promovam a cidadania LGBT. Menos canapés e direcionamento mais democrático dos recursos públicos teriam logrado resultados ainda melhores.

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