Brasil terá 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia
ABGLT convoca manifestação em Brasília no dia 19 de Maio. Continue lendo
por Redação em 08 de março de 2010 às 09:44. Última alteração em 08 de março de 2010 às 09:47.
A diretoria da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas , Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) se reuniu na terça-feira, 2 de março, e emitiu um manifesto oficial convocando todos a participarem da 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia, que será realizada dia 19 de Maio em Brasília.
Confira abaixo o documento oficial incluindo o motivo do manifesto e as expectativas em relação as autoridades públicas brasileiras.
Manifesto

I Marcha Nacional contra a Homofobia
Em 17 de maio é comemorado em todo o mundo o Dia Mundial Contra a Homofobia (ódio, agressão, violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT). A data é uma vitória do Movimento que conseguiu retirar da Organização Mundial de Saúde a Homossexualidade como código internacional de doenças.
No Brasil, todos os dias, 20 milhões de brasileiras e brasileiros assumidamente lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais – LGBT tem violados os seus direitos humanos, civis, economicos, sociais e políticos. “Religiosos” fundamentalistas, utilizam-se dos Meios de Comunicação públicos, das Camaras Municipais, Assembléias Lesgislativas, Camara Federal e Senado para pregar o ódio aos cidadãos e cidadãs LGBT e impedir que o artigo 5 da Constituição federal (“todos são iguais perante a lei”) seja estendido aos milhões de LGBT do Brasil. Sem nenhum respeito ao Estado Laico, os fundamentalistas religiosos, utilizam-se de recursos e espaços públicos (escolas, unidades de saúde, secretarias de Governo, praças e avenidas públicas, auditórios do legislativo, executivo e judiciário) para humilhar, atacar e pregar todo seu ódio contra cidadãos e cidadãs LGBT.
O resultado desse ataque dos Fundamentalistas religiosos tem sido:
O assassinato de um LGBT a cada dois no Brasil (dados do GGB) por conta de sua orientação sexual (bi ou homossexual) ou identidade de genero (travestis ou transexuais).
O Congresso Nacional não aprova nenhuma lei que garanta a igualdade de direitos entre cidadãos heterossexuais e homossexuais no Brasil.
O STF não julga favorável as Ações de Descumprimento de Preceitos Constitucionais que favoreçam a igualdade de direitos no Brasil.
O Executivo Federal não cumpre com o Plano Nacional de Direitos Humanos LGBT.
Centenas de adolescentes e jovens LGBT são expulsos diariamente de suas casas.
Milhares de LGBT são demitidos ou perseguidos no trabalho por discriminação sexual.
Travestis, transexuais, gays e lésbicas abandonam as escolas por falta de uma política de respeito a diversidade sexual nas Escolas Brasileiras.
O orçamento da União, Estados e Municípios, nada ou pouco contemplam de recursos para ações e políticas públicas LGBT.
O Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais se recusam a pactuar e colocar em pratica a Política Integral da Saúde LGBT.
As Secretarias de Justiça, Segurança Pública, Direitos Humanos e Guardas-Municipais não possuem uma política permanente de respeito ao público vulnerável LGBT, agredindo nossa comunidade, não apurando os crimes de homicidios e latrocinios contra LGBT e nem prendendo seguranças particulares que espancam e expulsam LGBT de festas, shoppings e comércio em Geral.
A I Marcha LGBT exige das autoridades Públicas Brasileiras:
Garantia do Estado Laico.
Combate ao Fundamentalismo Religioso.
Executivo: Cumprimento do Plano Nacional LGBT, especialmente nas ações de educação, saúde, segurança e direitos humanos, além de orçamentos e metas definidas para as ações.
Legislativo: Aprovação imediata dos PLC 122/06 (Combate a Homofobia).
Judiciário: Decisão Favorável a ADPF da União Estável.
