Casal perde processo contra a confeitaria ‘Ofner’
Lúcio e Marcelo teriam sido repreendidos pelo segurança após se abraçarem. Continue lendo
por Redação em 08 de julho de 2011 às 10:16 com informações A Capa. Última alteração em 08 de julho de 2011 às 10:18.
Em novembro de 2010, o gerente de vendas Lucio Henrique Serrano foi à confeitaria Ofner acompanhado do namorado, Marcelo, e acabaram repreendidos pelo segurança após se abraçarem.
Segundo declarações do casal, o segurança afirmou que o ambiente era familiar e “dois homens se pegando era coisa de bicha”. O casal registrou Boletim de Ocorrência no dia 29 de novembro por danos morais e homofobia.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o gerente comercial da Ofner Laury Roman afirmou que tudo não passou de um mal entendido e se desculpou pessoalmente com Lucio. No domingo, 12 de dezembro de 2010, foi realizado um beijaço em frente à unidade da Alameda Campinas para protestar.
No veredicto revelado nesta segunda-feira, dia 4, o juiz Marco Antonio Botto Muscari, da 4ª Vara Cível do Jabaquara, em São Paulo, julgou improcedente o pedido de indenização por danos morais.
“Ninguém, em sã consciência, é capaz de afirmar atualmente que dois homens ou duas mulheres não possam abraçar-se em local público. Tampouco é possível validar conduta de quem, diante de manifestação de carinho como essa, tente coibir aqueles que meramente se abraçam. A prova oral, em casos como o de que tratamos, é decisiva.”
Na opinião do juiz, o casal que levou o padre Carlos Alberta – da Igreja Nossa Senhora de Lourdes – na audiência realizada na segunda-feira, “não conseguiu provar satisfatoriamente os fatos constitutivos do seu alegado direito”.
Lucio e Marcelo, que pediam R$56 mil de indenização, disseram que dinheiro nunca foi o motivo do processo contra a Ofner, e que parte da indenização deveria ser doada à igreja que frequentam.




