Celular de Marcelo Barros foi revendido em feira

Segundo a polícia, celular e chip roubados do rapaz morto foram vendidos em uma feira no Brás. Continue lendo

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por Redação em 19 de junho de 2009 às 11:28 Camila Haddad para o Estadão - http://www.estadao.com.br/. Última alteração em 19 de junho de 2009 às 11:44.

A ação de grupos de intolerância, entre eles white powers e skinheads, está sendo investigada pela polícia no caso da morte do chefe de cozinha Marcelo de Campos Barros, de 35 anos, espancado no último domingo, logo após a Parada Gay, na região da Avenida Paulista. Barros morreu anteontem na Santa Casa de São Paulo. O celular dele foi roubado e teria sido revendido na feira do Brás, na zona leste da cidade.

Investigadores já sabem que uma dessas gangues, cujo nome não foi divulgado, esteve na festa. Para o delegado Aldo Galiano, titular da Seccional Centro, é “cedo” para afirmar que foi um crime de intolerância pois não há provas.

“É preciso bastante cautela. Nós acreditamos 50% em roubo e 50% em intolerância”, diz. Segundo o delegado, o que reforça a tese de roubo é que o telefone celular da vítima foi vendido para uma pessoa e o chip do aparelho para outra. “É o tipo de método utilizado por ladrão”, afirma Galiano.

Durante a investigação, Galiano descobriu que a pessoa que comprou o celular do rapaz morto fez a aquisição na feira do “rolo” do Brás, montada no Largo da Concórdia. “Pedimos ao juiz a quebra do sigilo telefônico para ajudar na investigação. Isso deve acontecer o quanto antes”, afirmou o oficial.

O delegado acrescentou que um vídeo que tem circulado pela internet com cenas de uma pessoa sendo agredida não tem relação com a morte do rapaz. “É uma outra pessoa, que após a agressão levantou e pegou um táxi”, contou Galiano.

Hoje,às 18 horas, familiares e amigos da vítima farão um protesto pacífico no cruzamento das ruas Aspicuelta e Fradique Coutinho, na Vila Madalena, na zona oeste da capital.

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