Começo de ano violento para a parcela T
Travestis e transexuais são vítimas em diversas cidades brasileiras. Continue lendo
por Redação em 05 de janeiro de 2010 às 09:29.
Dizem que o Ano Novo é uma chance de fazer tudo diferente, deixar hábitos ruins de lado e tentar evoluir. Pelo jeito isso não é regra e a violência contra travestis e transexuais brasileiros continuou firme e forte nos primeiros dias de 2010.
De expulsão em bar a assassinatos, diversas cidades brasileiras se transformaram em palco para um triste começo de Ano Novo.

Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro e São Paulo se transformaram em palco de violência e preconceito contra travestis e transexuais
Foz de Iguaçu/PR
Próximo ao terminal rodoviário, em uma das avenidas mais agitadas da cidade, o homem Juscelino de Souza Bevenites, 48 anos – mais conhecido como o travesti Jô – foi esfaqueado por um motoqueiro.
Segundo informações do O Globo, o travesti buscou socorro mas faleceu enquanto aguardava. Ainda não se sabe o motivo do crime e foi aberto um inquérito para apurar os fatos. Parentes e testemunhas devem comparecer para depor.
O crime aconteceu no último dia de 2009.
Rio de Janeiro/RJ
Um grupo de amigos decidiu passar a madrugada do dia 1º de janeiro em um bar em Copacabana mas não sabiam que o proprietário não aceitava travestis e transexuais no estabelecimento.
Por esse motivo, Andre Marcio Ferreira de Souza (39), Madson Manhães Mota (22), Marcio Rodrigues (22) e Sergio Alves Siqueira (40) – representante dos transexuais na ONG Arco-Íris – foram expulsos do Bar Balconi por dois seguranças e o gerente Florisvaldo Boaventura Silva, que seguiam ordens do empresário David Eger.
No momento da expulsão, alguns clientes riam da situação constrangedora. Os quatro registraram queixa por discriminação no 12º DP em Copacabana fazendo referência à lei estadual 3406 que penaliza os estabelecimentos que discriminam pessoas por conta da orientação sexual.
Os seguranças e o gerente foram levados à delegacia para depor e Florisvaldo confirmou a expulsão por discriminação, ressaltando que o proprietário acredita que travestis e transexuais causariam constrangimento para os demais clientes que frequentam o banheiro masculino ou feminino.
São Paulo/SP
Um travesti foi encontrado morto na Zona Leste da capital paulistana com marcas de tiro. A vítima vestia uma blusa branca, saia rosa e botas pretas.
O 53º Distrito Policial e a delegacia do homicídio estão responsáveis pela investigação do crime, que aconteceu na madrugada desta segunda-feira, dia 4.
