Doação de sangue causa mais polêmica em Portugal

Presidente do Banco de Sangue quer punição para homossexuais que não se assumem. Continue lendo

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por Redação em 30 de julho de 2009 às 16:25. Última alteração em 30 de julho de 2009 às 16:30.

Algumas declarações de Gabriel Olim, presidente do Banco de Sangue de Portugal, têm colocado mais lenha na fogueira no que diz respeito à doação de sangues por homossexuais.

O assunto continua gerando polêmica em Portugal

O assunto continua gerando polêmica em Portugal

Para Gabriel Olim, um homem gay que venha a doar sangue e não assuma sua homossexualidade apenas para poder realizar a doação, deveria ser punido como um crime, por violar valores éticos e morais.

“Fico estarrecido com revelações de representantes de movimentos LGBT dizendo que vão começar a esconder que são homossexuais. Isso é querer deliberadamente fornecer sangue contaminado”, disse Gabriel Olim, que considera a homossexualidade um comportamento de risco por si só.

De acordo com Gabriel, um homossexual que vá doar sangue e diz que é gay está querendo provocar e nem deveria aparecer.

Mesmo com todo o apelo homofóbico, Gabriel Olim diz não ter nada contra os homossexuais: “Não posso falar de seleção de doadores que me chamam de Hitler. Nós não temos absolutamente nada contra os homossexuais. A doação de sangue é feita sem olhar a religião, partidos, e nada”.

O assunto já tinha se tornado polêmico há algumas semanas, quando uma declaração do Ministério da Saúde de Portugal proibiu a doação de sangue, por homossexuais masculinos, com o objetivo de reduzir grupos de risco.

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