E a homofobia continua

Entre psicóloga que “cura” homossexuais e agressões físicas, as estatísticas homofóbicas crescem no Brasil. Continue lendo

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por Redação em 19 de julho de 2009 às 13:01.

Não há uma semana em que a comunidade fique longe de notícias sobre homofobia. De assedio moral a crimes, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são tomados por angustia e por medo mas a luta tem que continuar. Confira algumas das notícias mais recentes sobre homofobia.

A “cura” dos homossexuais
No final de Julho o Conselho Federal de Psicologia vai decidir se cassa a licença da psicóloga Rozângela Alves Justino, que garante “curar”os homossexuais com tratamentos. A prática é recriminada pelo Conselho e, caso a psicóloga tenha o seu registro cassado, será a 1a condenação desse tipo no Brasil.

A homofobia continua crescendo no Brasil

A homofobia continua crescendo no Brasil

Há dez anos uma resolução do próprio conselho proíbe que os psicólogos tratem a homossexualidade como doença, recriminando qualquer tipo de tratamento ou cura.

A psicóloga Rozângela Alves afirma já ter curado centenas de homossexuais ao longo de 21 anos e encara a homossexualidade como doença, defendendo que algumas pessoas têm atração pelo mesmo sexo por terem sido abusadas na infâncias e experenciado o prazer. Se não bastasse, a psicóloga ainda afirma que tudo o que faz no consultório é permeado pela religião.

Representantes e membros de grupos LGBT se manifestaram sobre o assunto. “Se absolvê-la, o Conselho Federal de Psicologia vai referendar a tese de que é possível “curar” gays”, afirmou o presidente da ABGLT, Toni Reis. “Isso traz prejuízo aos gays e contribui para fortalecer o estigma”, conclui Cláudio Nascimento do grupo Arco-Íris.

Entidades LGBT e “ex-gays” já garantiram que estarão presentes no dia 31 de Julho, quando o Conselho Federal julgará se retira o registro da psicóloga.

Homocídio sob suspeita de homofobia
Na manhã do sábado (11), Marcos Alexandre Ramos Rodrigues (33) foi encontrado morto em um terreno baldio na cidade de Viamão (RS). O jornal Zero Hora informou que Marcelo apresentava sinais de pelo menos dois tiros na cabeça além de outros ferimentos graves. Ao lado do corpo – seminu – estavam vários preservativos.

O advogado Gustavo Bernardes, representante do Grupo Somos, levantou a suspeita de homofobia por se assemelhar a outros casos e acompanhará a investigação.

Por outro lado, o delegado Cleiton Silvestre Munhoz de Freitas, responsável pelo caso, não considera como um crime homofóbico, já que houve o roubo de alguns objetos pessoais e a principal suspeita é um menor de idade, viciado em crack e com histórico problemático.

Até o momento não há mais informações sobre o caso.

Agressão e expulsão
Segundo informações do site A Capa, um jovem estilista de 28 anos, foi agredido por cerca de dez skinheads na Rua Augusta (SP). Hugo foi confrontando pelos agressores na madrugada do dia 27, próximo ao Vegas Club, e teve seu nariz quebrado.

Já no Rio de Janeiro, um casal não enfrentou agressão física mas foi expulso de um espaço público. Em um relato exclusivo para o site Gay.com.br, o fotógrafo de 23 anos revelou que estava com amigos e abraçado com seu namorado, no parque da cidade, quando o guarda florestal pediu que se retirassem alegando que o ambiente era familiar e não permitia esse tipo de atitude. Confira a matéria completa.

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