Equador: 30 clínicas que ‘curavam’ gays são fechadas
Estima-se que 200 clínicas estejam operando ilegalmente no país. Continue lendo
por Redação em 18 de agosto de 2011 às 18:25.
As autoridades do Equador fecharam 30 clínicas ilegais que classificavam a homossexualidade como doença e ofereciam a cura.
As clínicas se apresentavam como centros de reabilitação de dependentes químicos, aparentemente legais de acordo com a lei. Porém, as denúncias de vários homossexuais – que ali foram internados obrigados pelos seus familiares -, levaram o Ministério da Saúde Pública do Equador a emitir um comunicado onde estima-se que haja cerca de 200 centros deste tipo no país.
“Dizem que há 200 no país, é possível! Mas seria muito importante que as vítimas denunciassem para que todas possam ser fechadas”, disse o vice-ministro da Saúde Pública do Equador, Nicolás Jara.
Ziritt Paola, lésbica de 28 anos, passou cerca de dois anos num dos centros, internada pela mãe. Ali sofreu abusos sexuais, torturas, ficou algemada vários dias em locais sem luz, sem comida, e era agredida e urinada pelos supostos enfermeiros.
Só depois de conseguir denunciar o caso à mãe, é que a família retirou Ziritt da clínica pois percebeu que a filha não deixaria de ser lésbica com tal intervenção. O centro por onde passou ainda se mantém de portas abertas.
Nicolás Jara já revelou que o Ministério do Interior instaurou uma caça a estes estabelecimentos, tendo em conta que “não há nenhum tratamento para a homossexualidade” e que tais comportamentos são proibidos pela Constituição, já que desde 2008, a Carta Magna reconhece Direitos de Igualdade aos homossexuais do Equador.




