Escolas recebem guia para abordar o tema da sexualidade
O objetivo é capacitar os professores sobre assuntos relacionados à diversidade sexual. Continue lendo
por Redação em 10 de junho de 2009 às 11:53 Grupo SOMOS - http://somosglbt.blogspot.com/. Última alteração em 10 de junho de 2009 às 11:54.
30 escolas da rede Estadual de Ensino começam a receber o guia “Tá difícil falar sobre sexualidade na escola?”, produzido pelo grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade, do Rio Grande do Sul.
O guia é fruto do trabalho de capacitação de professores em questões de orientação sexual e identidade de gênero, financiado pelo Ministério da Educação, através do projeto “Construindo Identidades”.
A primeira escola a receber o material foi a Escola Estadual de Ensino Fundamental Rio de Janeiro, ontem, dia 8 de junho, quando o material foi lançado e contou com a participação de professores e alunos envolvidos no processo, além da presença de representantes da Câmara Municipal e Federal e Assembléia Legislativa.
Marina Reidel, que é uma professora transexual da escola, afirmou “eu mesma aprendi a lidar melhor com o tema no decorrer deste projeto. Estou aqui para mostrar que é possível trabalhar com todos os temas que envolvem preconceito e discriminação e aqui, na nossa escola, nunca tivemos conflitos com alunos, mães e pais ou qualquer membro da comunidade escolar”.
Segundo Claudia Penalvo, pedagoga e coordenadorda do projeto “Construindo Identidades”, a distribuição será priorizada para as escolas que participaram do processo, mas pretendemos ampliar a distribuição para outras escolas da rede interessadas em desenvolver ações de combate à homofobia no ambiente escolar e essa é uma das prioridades do Plano Estadual de Combate à Homofobia, que será lançado em breve, pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
O guia foi escrito a várias mãos. Conta com artigos dos professores da UFRGS Luís Henrique Sachi dos Santos e Rosimeri Aquino da Silva, do mestre e doutorando em educação Luiz Felipe Zago e do escritor e poeta Fabrício Carpenejar, além da contribuição de Alexandre Böer, Gustavo Bernardes e Claudia Penalvo e das ilustrações de Sandro Ka. No material também é possível encontrar um pequeno glossário, com dúvidas mais frequentes e diversas sugestões de atividades. Penalvo também afirmou: “sabemos que as professoras são muito criativas, portanto aqui vão algumas sugestões de como iniciar essa discussão, mas sabemos que elas saberão multiplicar as atividades e criar outras”, finaliza.




