Estudo aponta que homossexualidade feminina tem origem genética
Pesquisadores ingleses analisaram o comportamento de crianças até a idade adulta. Continue lendo
por Redação em 13 de julho de 2011 às 12:05. Última alteração em 13 de julho de 2011 às 12:08.
De acordo com um novo estudo realizado pela Universidade Queen Mary de Londres, os gays são mais propensos a mostrar características de não-conformidade – ou seja, apresentam um comportamento diferente do esperado em relação ao gênero – durante a infância do que as lésbicas.
Uma pesquisa que acompanhou crianças até a idade adulta mostra que 50% a 80% dos meninos que demonstram essas características são gays. Enquanto isso, apenas cerca de um terço das meninas se descobrem lésbicas.
Os psicólogos Andrea Burri e Qazi Rahman relataram que os genes podem ser parcialmente responsáveis pelas características de não-conformidade com o gênero, bem como a orientação sexual.
Andrea e Quazi acompanharam um grupo de 4 mil mulheres que eram gêmeas e depois de perguntarem sobre sua atração sexual, comportamento, e não-conformidade de gênero, a equipe encontrou 25 % de influências genéticas na orientação e 31% de não-conformidade de gênero na infância.
Os dados apresentam que há uma conexão entre traços mentais e desenvolvimento na orientação sexual.
“Existe uma associação entre essas características psicológicas e orientação sexual, pois todos se desenvolvem sob uma comum direção biológica. Da mesma maneira que regiões do cérebro de desenvolvem sob a influência de genes e hormônios sexuais “, explicou Qazi.




