Fim de semana foi marcado por comemorações do Orgulho LGBT

Cidades do Brasil e do mundo festejaram a diversidade. Continue lendo

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por Redação em 27 de junho de 2011 às 18:54.

Diversas cidades do Brasil e do mundo aproveitaram o final de semana que antecede o Dia Mundial do Orgulho LGBT, comemorado todo 28 de junho, para celebrar a diversidade.

Saiba o que aconteceu em algumas delas.

15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo aconteceu neste domingo (Foto: Daigo Oliva/G1)

15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo aconteceu neste domingo (Foto: Daigo Oliva/G1)

São Paulo
A chuva que invadiu a capital paulista neste domingo, dia 26, não desanimou os participantes da maior Parada do Orgulho LGBT do mundo. Com uma forte mensagem contra a homofobia, a 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo ocupou a Avenida Paulista com seus tradicionais trios elétricos e a inédita valsa debutante em comemoração aos 15 anos do evento

Os organizadores estimam a presença de mais de 4 milhões de pessoas no evento que terminou com algumas apreensões por posse de drogas, furtos, mas sem nenhuma ocorrência de violência motivada por discriminação, como nos anos anteriores.

Fortaleza
A 12ª edição da Parada pela Diversidade Sexual no Ceará aconteceu no domingo (26), pela avenida Beira Mar, e contou com a participação de 1,2 milhões de pessoas. A comemoração acontece sempre no último domingo de junho, pela proximidade com o dia 28.

Berlim – Alemanha
A Parada do Orgulho LGBT da capital da Alemanha, Berlim, que teve esse ano como tema o combate à homofobia nos esportes, recebeu milhões de pessoas neste último sábado, dia 25.

A Gay Pride de Berlim mostrou o cartão vermelho para a homofobia e defendeu mais aceitação e apoio à diversidade sexual nos esportes antes do início do Mundial de futebol feminino na Alemanha.

Istambul – Turquia
Neste último domingo (26), milhares de militantes dos direitos LGBT uniram-se à Parada do Orgulho Gay em Istambul, Turquia, para pedir mais direitos. Carregando cartazes em turco e em inglês, manifestantes passaram por uma das ruas mais movimentadas da cidade.

De acordo com ativistas, a marcha é o único evento gay de forte significado em um país muçulmano. Na última semana, um relatório da Anistia Internacional acusou o governo turco de ignorar a discriminação e a violência contra os gays. O relatório disse que o governo se recusou a votar leis contra a discriminação e permitiu que líderes políticos fizessem declarações explicitamente homofóbica.

No ano passado, a ministra Aliye Kavaf disse: “Eu acredito que homossexualismo [sic] é uma desordem biológica, uma doença, e deve ser tratado.”

Um relatório apontou que os gays na Turquia são muitas vezes obrigados a esconder a sexualidade para evitar a discriminação, assédio ou violência.

Minneápolis e Nova York – EUA
Na última sexta-feira à noite (24), a ponte da rodovia 35W – sobre o rio Mississippi em Minneápolis/EUA – brilhava com as cores do arco-íris em reconhecimento ao Twin Cities Lesbian, Pride Gays, Bissexual e Transgender Pride in Minneapolis.

O Departamento de Transporte de Minnesota forneceu a iluminação especial de 570 luminárias para a ponte, reconstruída após o desmoronamento em agosto de 2007.

No domingo, dia 26, foi a vez de milhares de pessoas tomaram as ruas de Nova York para a Parada do Orgulho LGBT da cidade, que teve um gostinho especial por ser apenas dois dias após o estado ter legalizado o casamento entre homossexuais.

O governador Andrew Cuomo, que assinou o projeto de lei no final da noite de sexta-feira (24), participou da manifestação. Participantes agitavam cartazes com a frase “Promessa Cumprida”, em reconhecimento a promessa do governador de levar igualdade no casamento para o estado americano.

Santiago – Chile
Aproximadamente 80 mil manifestantes se reuniram nas ruas de Santiago neste último sábado (25) para celebrar a diversidade sexual e reivindicar a igualdade das minorias perante a lei.

O presidente da organização Movilh (Movimento de Integração e Liberação Homossexual) Rolando Jiménes, declarou que a luta pelos direitos humanos das minorias sexuais se tornou “um tema nacional, de dignidade e de respeito”.

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