Gays são perseguidos e assassinados no Iraque

Centenas de homossexuais foram assassinados em meio a perseguições e torturas. Continue lendo

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por Redação em 17 de agosto de 2009 às 10:44 tradução Dolado para a CNN - http://www.cnn.com/. Última alteração em 17 de agosto de 2009 às 11:05.

A ONG de direitos humanos Human Rights Watch (HRW), revelou que centenas de gays foram torturados e assassinados no Iraque nos últimos meses, sendo que alguns pelas forças de segurança nacional.

Relatório revela aumenta de assassinato contra homossexuais no Iraque

Relatório revela aumenta de assassinato contra homossexuais no Iraque

Entrevistas realizadas com médicos apontam que centenas de homens foram assassinados, mas o número exato não se sabe por conta do estigma relacionado aos homossexuais no Iraque, revelou o relatório da HRW.

“Os líderes do Iraque deveriam defender todos os Iraquianos, não abandoná-los na mão de agentes armados do ódio,” disse Scott Long, diretor do Programa de Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros da HRW. “Ficar cego perante à tortura e assassinatos ameaça os direitos de todas as vidas no Iraque.”

Quatro vítimas que conversaram com a CNN contaram que os ataques aumentaram nos últimos meses.

“Em 2004, milícias e grupos anônimos começaram a perseguir gays… mas piorou há 6 meses,” disse Qaisar, que usa um pseudônimo por medo de sofrer represália. “Se transformou em uma guerra de grande escala contra os gays no Iraque.”

Líderes do Iraque estão cientes que a sociedade não aceita os homossexuais, mas disse que o governo não comanda os ataques. As autoridades são incapazes de oferecer proteção especial aos homossexuais, revelou o porta-voz do governo Ali al-Dabbagh.

De acordo com a HRW, que está solicitando uma repressão do governo, gays são atacados nas ruas ou em esconderijos, onde fazem interrogatórios e pedem nomes de outros possíveis gays. Muitos acabam em hospitais e necrotérios, disse a organização com base na conclusão dos relatórios médicos.

Alguns homens foram ameaçados com “crimes de honra”, por parentes preocupados com seu “comportamento desumano” que poderia destruir a reputação da família.

Os assassinatos, sequestros e torturas de possíveis homossexuais se intensificaram em áreas como Sadr City, um bairro pobre de Bagdá.

“Os Xiitas começaram essa cara e em especial em Sadr City”, disse Qaisar, alertado por sua cunhada a não frequentar essa região.

De acordo com o relátorio, a milícia do clérigo radical Moqtada al-Sadr, que está presente em Sadr City, participou dos ataques e defendeu a ação como uma forma de impedir que os homens iraquianos sejam “afeminados”.

“Nós temos testemunhas que indicam uma participação da força de segurança nacional nos ataques”, disse Long. O grupo entrevistou mais de 50 pessoas que relataram absusos e espancamentos em pontos de segurança.

“Esses assassinatos mostram a contínua e fatal falha das autoridades Iraquianas em estabelecer a regra e ordem para proteger seus cidadãos”, disse Rasha Moumneg, pesquisadora do Oriente Médio da HRW.

De acordo com a organização, uma medida do governo de Saddam Hussein endossava crimes cometidos por “motivos de honra”.

O porta-voz do govero assumiu que a medida era comum na era Saddam, mas não é utilizada atualmente, acrescentando que há uma pressão do governo para educar os policiais sobre direitos humanos.

“Ataques contra cidadãos, inclusive homossexuais, não são permitidos”, revelou al-Dabbagh.

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