Inglaterra: Registro de queixas de ódio nas escolas
Crianças a partir de 5 anos podem ser incluídas por comportamento homofóbico. Continue lendo
por Redação em 04 de março de 2010 às 16:22. Última alteração em 04 de março de 2010 às 16:23.
Um garoto de apenas dez anos de idade está eternizado nos registros estudantis da Inglaterra por chamar um colega de gay boy.

Registros escolares armazenarão queixas de comportamento homofóbico
Esse é o primeiro exemplo público de como funcionará o registro de queixas de ódio nas escolas da Inglaterra que, desde setembro, pode incluir crianças a partir dos cinco anos de idade por usarem ofensas homofóbicas.
Os detalhes de como tudo funciona foram revelados quando a mãe de um garoto na cidade de Weston-super-Mare descobriu que as ofensas homofóbicas disparadas pelo seu filho ficariam eternizadas em sua documentação escolar e disponível em todas as escolas e universidades do país.
Peter Drury, de apenas dez anos de idade, usou a expressão gay boy para ofender um colega fora da Escola Primária Ashcombe mas foi a mãe de outro aluno que relatou o fato à diretoria.
A mãe do garoto, Penny Drury, desabafou para o tablóide inglês Daily Mail:
“Ele não entende sobre o básico, como ele pode ser homofóbico? Peter é um garoto muito ingênuo que não sabia o que estava fazendo e agora está muito triste por estar envolvido nisso. Nada disso quer dizer que ele se transformará em um homofóbico violento no futuro. Ele deve ter escolhido a palavra aleatoriamente e achou que significasse ‘idiota’. Se eu tivesse ouvido teria sido a primeira a corrigi-lo e orientá-lo a não usar essas expressões, mas inclui-lo [no registro de ódio] é exagero”.
Os pais de Peter pediram que a escola removesse o filho dos registros mas o diretor se recusou.
Associações de proteção à criança se preocupam com o extremismo do registro de queixas de ódio e defendem que cada caso deve ser tratado e analisado de acordo com o nível de violência envolvido.
