Ingleses se unem a favor do casal preso no Malaui
Protesto será realizado no dia do julgamento do casal acusado de homossexualidade. Continue lendo
por Redação em 16 de março de 2010 às 20:41.
A cidade de Londres, na Inglaterra, será palco de um manifesto de paz a favor do casal preso no Malaui.
Os manifestantes se encontrarão em frente ao quartel-general do Secretariado de Commonwealth no dia 22 de Março – mesmo dia em que os juízes definirão a pena para o casal – e contam com o apoio da OutRage!, Black Gay Men’s Advisory Group, Red Room, Rukus Foundation e Gay Activists Alliance International.
Steven Monjeza e Tiwonge Chimbalanga foram presos no dia 28 de Dezembro, dois dias após realizarem uma tradicional cerimônia de casamento, acusados de indencência e homossexualidade – considerada crime no país.
O local escolhido para protesto não é a toa, já que o Malaui é um membro de Commonwealth, uma associação de territórios que dependem do Reino Unido.
“O Secretário-Geral de Commonwealth fracassou por não se manifestar contra a perseguição e prisão de Steve e Tiwonge, mesmo a igualdade e os direitos humanos sendo, teoricamente, os maiores princípios da Commonwealth,” revelou Peter Tatchell da OutRage!, cujos membros tem feito visitas constantes e oferecido todo o suporte com alimentos e dinheiro para o casal.
“Dos 53 membros da Commonwealth, mais de 40 ainda criminalizam relações homossexuais, a maioria sob leis homofóbicas impostas pelo governo britânico no século 19, durante a era colonial, e que ainda destroem as vidas de LGBT,” concluiu Tatchell.
O advogado do casal, Mauya Msuku, entrou com uma apelação em Fevereiro alegando que a prisão desrespeita o direito constitucional à privacidade e liberdade de expressão. O juíz responsável pelo caso se recusou a responder.
Na época, o ministro Kingsley Namakhwa também se manifestou a respeito pedindo que todos os homossexuais se assumissem, defendendo que apenas dessa maneira o país poderá realizar mudanças favoráveis aos cidadãos LGBT.
Steve e Tiwonge podem ser condenados a até 14 anos de prisão.

