Israel: 70 mil fazem manifesto em Tel Aviv
Manifestantes acenderam velas em gesto solidário à comunidade LGBT. Continue lendo
por Redação em 10 de agosto de 2009 às 12:01 com informações AFP - http://www.afp.com.
Uma semana após o ataque à Associação de Gays e Lésbicas de Tel Aviv – que deixou dois mortos e mais de 10 feridos no dia 1º de agosto-, 70 mil manifestantes se reuniram no centro de Tel Aviv para prestar sua solidariedade à comunidade LGBT. (Saiba mais em Israel: Ataque homofóbico faz duas vítimas
“As balas que atingiram a comunidade gay no começo da semana nos atingiram todos como povo, como judeus, como israelenses. (…) Israel nunca vai se reconciliar com esse crime e não vai descansar até que o criminoso seja levado à Justiça. Esse terrível ato de assassinato não será tirado dos nossos corações”, disse Shimon Peres no discurso realizado durante o manifesto, em um pulpito decorado com a bandeira do arco-íris.
A praça Rabin, considerada um palco de grandes protestos em Israel, foi decorada com um enorme cartaz com os dizeres “continuamos com orgulho, reunião de solidariedade, de tolerância e de lembrança”.
Os manifestantes lotaram o local e acenderam velas em homenagem às vítimas e em solidariedade à toda comunidade LGBT.
Diversas ameaças de ataque à manifestação haviam sido feitas pela internet ou pelo telefone e a polícia reforçou a segurança no local.
Um soldado ultraortodoxo suspeito de ser o responsável por algumas dessas ameaças foi detido em Jerusalém, informou a Polícia, que investiga a hipótese de vingança pessoal mas não descarta o ataque homofóbico.
O que os israelenses pensam sobre os homossexuais
Para saber a opinião da sociedade sobre a homossexualidade, o jornal Haaretz realizou uma pesquisa após o ataque à Associação de Gays e Lésbicas de Tel Aviv. Os resultados apontaram que 46%, entre os 498 entrevistados, consideram a homossexualidade uma perversão.
Israel é um país com mais de 7 milhões de habitantes e, de acordo com a pesquisa, a homofobia varia de acordo com os grupos sociais e religiosos que a pessoa convive, sendo mais representativa junto aos judeus ultraortodoxos (71%), sionistas religiosos (67%) e árabes (645), que consideram a homossexualidade uma abominação da natureza.

