Justiça retira censura virtual em escolas

Ação obriga escolas a retirarem filtro que impedia os alunos de terem acesso à conteúdo LGBT educativo. Continue lendo

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por Redação em 05 de junho de 2009 às 10:58. Última alteração em 05 de junho de 2009 às 10:59.

Escolas de Nashville (EUA) liberaram o acesso a sites com temática LGBT, duas semanas após a American Civil Liberties Union ter aberto um processo judicial sobre o assunto.

São mais de 100 escolas no Tennessee que são beneficiadas com a medida e passam a ter acesso a sites de caráter não sexual como “Parents, Families, and Friends of Lesbians and Gays”; “The Gay Lesbian Straight Education Network”; “The Human Rights Campaign”; “The Gay and Lesbian Alliance Against Defamation”; e “Dignity USA”.

Em meados de abril a ACLU tinha enviado uma carta solicitando que os parâmetros utilizados para filtrar conteúdos na internet fosse ajustado para que estes sites fossem acessados pelos estudantes que utilizam computadores nas escolas. Antes da alteração cerca de 1.000 sites foram categorizados como LGBT e eram bloqueados, mesmo que o seu conteúdo não fosse adulto ou salas de bate-papo.

Por outro lado, sites religiosos que garantiam poder mudar a orientação sexual de gays e lésbicas, estavam liberados no filtro do programa, o que levou a um processo judicial por discriminação.

“Nunca foi uma questão de pornografia”, disse Tricia Herzfeld, advogada da ACLU. “Foi um ataque a sites que eram educativos com temáticas LGBT.” A advogada revelou que o processo ainda está em andamento sendo negociado com as escolas.

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