Liberdade negada para militar que baleou jovem após Parada do Rio

Sargento atirou no abdômen de Douglas Igor Marques em novembro de 2010. Continue lendo

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por Redação em 01 de agosto de 2011 às 19:14 com informações Terra e Gay.com.br. Última alteração em 01 de agosto de 2011 às 19:16.

Foi preso nesta quinta-feira, dia 28, o sargento do Exército Ivanildo Ulisses Gervásio, acusado de atirar na barriga de Douglas Igor Marques (20), quando o jovem saía da Parada LGBT do Rio de Janeiro, em novembro do ano passado.

O juiz Murilo André Kieling, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decidiu pela prisão preventiva devido ao perigo que a ordem pública e a integridade das testemunhas correm com o militar solto.

Douglas Igor Marques tinha saído da 15ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro e estava na companhia de amigos quando teria sido abordado pelos militares. Segundo a vítima, os militares o xingaram e disseram que ele era uma “raça desgraçada”. A queima roupa, o militar atirou no abdômen de Douglas.

Douglas mostra abdômen baleado pelo sargento

Douglas mostra abdômen baleado pelo sargento

Ivanildo estava acompanhado de outros dois militares quando atirou contra Douglas; os militares foram presos administrativamente no Forte Copacabana e alegaram que teriam sido “desafiados” pelo estudante.

Na ocasião, o sargento foi indiciado por tentativa de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima, com dolo eventual. Segundo a polícia, o autor do disparo alegou que manuseava a arma apenas para intimidar o jovem.

Douglas hoje vive longe dos pais por medo de represálias. Ele trabalha como assistente social atendendo pessoas que sofrem com homofobia.

“Me prejudicou um pouco estar longe dos meus pais. O problema é à noite, fico com muito medo. Não saio mais à noite sozinho, tenho medo. Passei a ter receios de lidar com homens heterossexuais, o que eu nunca tive”, contou Douglas.

O pedido de liberdade (habeas corpus) foi negado pelo Tribunal de Justiça (TJ-RJ). O juiz Murilo Kieling, que decidiu pela prisão do militar dois dias após receber a denúncia, acredita que a prisão é necessária para “manter a integridade das testemunhas”.

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