Movimento LGBT organiza novo protesto e abaixo-assinado contra a homofobia
Agressões aconteceram no último dia 14 e os cinco acusados já estão em liberdade. Continue lendo
por Redação em 19 de novembro de 2010 às 08:01.
No próximo domingo (21), a Avenida Paulista será palco de um manifesto contra as agressões de três jovens gays. Saiba mais em Agressores de jovens gays na Avenida Paulista responderão acusações em liberdade.
A concentração do manifesto acontece a partir das 15h no vão livre do MASP, seguida por caminhada em sentido à estação do Metrô Brigadeiro – local próximo às agressões.
Confira abaixo o convite na íntegra e saiba como participar de um abaixo-assinado virtual cobrando as autoridades.
Movimento LGBT realiza ato em repúdio à violência homofóbica na Av. Paulista
No próximo domingo (21), militantes do movimento LGBT e entidades sociais realizam manifestação em repúdio e reivindicação de providências contra a serie de atentados violentos cometidos na madrugada do último dia 14, na Avenida Paulista. A concentração do ato ocorre às 15h, no vão livre do MASP, de onde os manifestantes caminham para o local das agressões, próximo à estação Brigadeiro do metrô. Um abaixo-assinado virtual direcionado a autoridades públicas está disponível para adesões.
O crime foi cometido por cinco jovens de classe média – sendo quatro menores de idade – que estudam juntos num colégio particular situado no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo. Das 3h às 6h30, o grupo agrediu quatro rapazes em momentos isolados. Uma das vítimas perdeu a consciência e teve seus pertences roubados, enquanto outra foi atingida por duas lâmpadas fluorescentes no rosto. No instante em que agrediam a quarta pessoa, uma testemunha chamou a polícia que registrou o flagrante. Diversos indícios comprovam a motivação de ódio e de intolerância homofóbica do crime, porém, todos os acusados já se encontram em liberdade.
Segundo ressalta o abaixo-assinado organizado pelos militantes, o atentado violento ocorre no décimo ano da morte de Edson Neris da Silva, homossexual assassinado por um grupo de neonazistas em 2000, na Praça da República. “Esta não é a primeira ação violenta de jovens da classe media brasileira, em especial contra pessoas oriundas de grupos discriminados, e usualmente vítimas de intolerância, como os gays, negros, nordestinos, índios etc”, diz o documento, que pressiona as autoridades para que o “fato não caia no esquecimento, em vista dos agressores terem posição socioeconômica privilegiada”.
O movimento ainda questiona a falta de uma legislação específica que criminalizasse a homofobia, assim como já se enquadra o racismo. “Fatos como o ocorrido seriam mais raros, pois a juventude brasileira, em especial a bem educada e privilegiada do ponto de vista econômico, já teria aprendido que homofobia é crime e não pode ser praticada.”
Para aderir ao abaixo-assinado, basta encaminhar um e-mail com o assunto Eu Quero Assinar o Manifesto contra os Crimes e os Criminosos da Av Paulista para epizamello@uol.com.br, contendo nome completo e RG. Para conferir o texto do documento e os destinatários na íntegra, acesse http://edupiza.blogspot.com/2010/11/para-que-o-crime-de-homofobia-nao-fique.html.
A APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo) apoia e participa desta iniciativa.
Ato de repúdio aos ataques homofóbicos na Av. Paulista
Domingo, 21 de novembro, às 15h
Concentração no vão livre do MASP (Avenida Paulista, nº 1578, Bela Vista)
Prossegue com caminhada em sentido à estação Brigadeiro do metrô





