por Redação em 16 de outubro de 2009 às 09:39.
Durante esta semana a comunidade LGBT acompanhou a confusão gerada pelo prefeito de Duque de Caxias ao cancelar a 4ª Parada da Diversidade LGBT da cidade, que seria realizada no domingo (11). Informações desencontradas surgiram na imprensa para justificar o fato.
O Secretário Municipal de Segurança Pública, Sérgio Patrizzi, afirmou que os organizadores do evento não apresentaram a documentação obrigatória para realização de eventos públicos que atraiam mais de mil pessoas. Já o prefeito José Camilo Zito alegou que há muita obscenidade em via pública durante a Parada e acrescentou: “Digo e repito: não tenho nada contra o homossexualismo, mas contra eventos que apresentam um certo tipo de conduta que é contra os valores da família e que trazem problemas para a cidade”.
Após toda a polêmica e por ter uma postura considerada homofóbica, o prefeito revelou que a proibição foi por “falha na organização do evento”.
Cerca de 150 mil pessoas já estavam na Avenida Brigadeiro Lima e Silva para prestigiar a Parada e um coro indignado dizia as frases de protesto “Alô prefeito, que papelão, você vai ver, na próxima eleição”. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também estava presente e se juntou aos manifestantes para protestar.
“Soube que o prefeito autorizou a Marcha por Jesus e acaba de proibir uma das maiores manifestações populares do país. O tempo do obscurantismo ditatorial já acabou. Se entendermos que houve uma discriminação por parte do poder público de valorizar eventos em detrimento de outros; farei questão que esta municipalidade seja autuada na Lei 3406, que condena estabelecimentos comerciais e gestores públicos que cometam discriminação por conta orientação sexual”, revelou o Ministro Carlos Minc.
Indignação LGBT
O Movimento LGBT de Duque de Caxias pretende entrar com uma ação civil pública contra a Prefeitura da cidade, pedindo uma multa de 10 mil reais além da criação de uma secretaria municipal de direitos humanos e um curso sobre direitos LGBT para o prefeito.
Toni Reis, presidente da ABGLT, emitiu ofício contra a proibição da Parada: “Além de ter sido desrepeitada a Lei Orgânica Municipal, também foram feridas as garantias constitucionais da livre manifestação, do direito de ir e vir, da não discriminação e da igualdade perante a lei, entre outras”, parte do documento emitido na terça-feira (13).
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) manifestou repúdio à proibição da Parada e se ofereceu para prestar assistência jurídica aos organizadores do evento.
Nova data
O Grupo Pluralidade e Diversidade é o responsável pela organização da 4ª Parada da Diversidade LGBT e se reuniu nesta quarta-feira (14) junto a outras entidades LGBT e ONGs para definir um novo dia para realização do evento.
A data escolhida foi 15 de novembro – feriado nacional da Proclamação da República do Brasil. A Parada contará com segurança para impedir atos sexuais durante o evento – uma das exigências do prefeito Zito.
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[...] longo da semana, a decisão da Prefeitura teve desdobramentos. O governo autorizou uma nova data para a Parada, que acontecerá em 15 de novembro – desde que não haja imoralidade, razão pela qual os [...]
[...] longo da semana, a decisão da Prefeitura teve desdobramentos. O governo autorizou uma nova data para a Parada, que acontecerá em 15 de novembro – desde que não haja imoralidade, razão pela qual os [...]
Um trabalho incrível tem sido feito para acabar com a homofobia nos esportes. Essa é uma parte de mim que amo. Gosto de ser conhecido como gay. Eu enxergo como algo positivo ser conhecido como tal.
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