Presidente de Uganda é contra a execução de homossexuais
Projeto de lei aguarda aprovação e prevê punições graves. Continue lendo
por Redação em 13 de janeiro de 2010 às 22:41. Última alteração em 14 de janeiro de 2010 às 13:20.
O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, revelou nesta terça-feira (12) que o país deve levar em consideração as questões internacionais ao debater uma lei anti-homossexualidade.
Essa foi a primeira vez que Museveni expressou sua opinião pessoalmente sobre o assunto, ressaltando que o projeto de lei foi elaborado por um membro do governo e não representa o desejo de todos os governantes de Uganda.
Com punições que variam de prisão à pena de morte, o projeto de lei chamou a atenção de entidades de direitos humanos em todo o mundo e representantes políticos de diversos países.
Museveni recebeu visitantes preocupados com a aprovação da lei, entre eles o primeiro-ministro britânico, o primeiro-ministro do Canadá e a secretária de Estado americano, Hillary Clinton.
Governantes da Suécia foram mais longe e ameaçaram cortar qualquer auxílio oferecido para o país caso a lei seja aprovada.
Na última semana, um comunicado oficial do presidente de Uganda já revelava sua posição contra a execução de homossexuais no país.
O projeto deve ser submetido à votação pelo Parlamento de Uganda entre fevereiro e março deste ano e, caso não sofra alterações, punirá com pena de morte os homossexuais que tiverem relações sexuais com menores de idade, deficientes físicos e soropositivos.
Terapeutas e qualquer pessoa que demonstre apoio e ofereça ajuda à cidadãos LGBT poderão ser presos.
Deputado luta pela aprovação da lei
O deputado que sugeriu e editou o do projeto de lei está firme na luta para manter tudo intacto, sem fazer qualquer alteração.
“Eu quero que o projeto de lei seja aprovado. Não vou retirá-lo. Temos nossos filhos nas escolas e eles precisam ser educados contra a homossexualidade. A lei vai proteger nossas crianças e defender nossos valores familiares,” revelou o deputado David Bahati.

