Professor assassinado pode ser vítima de homofóbico
O carro de Kleyton foi encontrado com recado homofóbico no pára-brisa dianteiro. Continue lendo
por Redação em 23 de junho de 2009 às 20:37 Adilson Rosa para o Diário de Cuiabá - http://www.diariodecuiaba.com.br/. Última alteração em 23 de junho de 2009 às 20:38.
Ao investigar o assassinato do mestre em química e professor da rede estadual de ensino do Estado, Kleyton Eduardo Pinheiro Antunes, de 28 anos, a polícia acredita estar diante de um maníaco homofóbico. O carro do professor, roubado pelo criminoso, foi localizado no bairro Verdão com uma mensagem: “aos d+ gays”, escrita com o dedo na poeira do pára-brisa dianteiro do Fiat Uno vermelho.
Segundo o chefe de operações da Delegacia do Complexo do Verdão, policial civil Jesse James Figueiredo, quem escreveu foi quem abandonou o veículo no local. “Não temos dúvida. Assim que o veículo foi localizado, estivemos por lá e ninguém sabia quem era o proprietário”.
Integrantes da ONG Livre-Mente, que atua na defesa dos direitos dos homossexuais em Mato Grosso, já enviaram a informação para o GGB (Grupo Gay da Bahia), reconhecido nacionalmente pelo mesmo trabalho. A preocupação com a mensagem é grande. “A polícia precisa apurar isso com urgência”, disse um integrante.
No entendimento de policiais que investigam o assassinato de Kleyton, a mensagem é clara e foi escrita com aquilo que o criminoso encontrou no momento. “Ele aproveitou que o pára-brisa dianteiro estava sujo e, com o dedo, mesmo escreveu. Trata-se de uma mensagem de ódio e deixa no ar que poderá atacar outras pessoas”, observou um policial.
O Grupo Livre-Mente informou que há algum tempo tem distribuído uma cartilha com orientação às pessoas que têm o chamado “comportamento de risco”. Conforme a cartilha, entre as dicas, os homossexuais devem deixar recado com algum amigo ao receber alguma visita. O problema, explica a Livre-Mente, é entre os homossexuais “não-declarados” que acabam tendo os encontros secretos.
Há menos de um mês, outro professor da rede estadual de ensino também foi vítima de latrocínio e assassinado em circunstâncias semelhantes. Benedito Juarez Silva, o “Toti”, de 50 anos, foi encontrado morto e com as mãos amarradas em sua cama. A polícia, no entanto, já identificou o autor. Trata-se do produtor de eventos André da Silva Rodrigues, de 22 anos, com quem o professor mantinha um relacionamento íntimo.
Pelo fato de Kleyton ser forte fisicamente, a polícia não descarta a hipótese de haver mais de um participante no assassinato. Ele foi encontrado morto, na quarta-feira de manhã, em sua própria cama, na sua casa, no bairro Novo Terceiro. Ele estava com as mãos amarradas, para não poder se defender e foi asfixiado. A polícia encontrou um pano enrolado no pescoço dele.




