‘Sofri heterofobia e ninguém veio me defender,’ diz Dourado
Vencedor do Big Brother Brasil fala de polêmicas antigas. Continue lendo
por Redação em 22 de abril de 2010 às 21:30 com informações Ego. Última alteração em 24 de abril de 2010 às 11:03.
A reportagem do site Ego foi até à nova casa de Marcelo Dourado, vencedor do Big Brother Brasil 10, para fazer uma entrevista pós-programa.
Entre os assuntos abordados, mais uma vez Dourado falou sobre as acusações de homofobia e rebateu afirmando que foi vítima do contrário – a heterofobia.
“Houve heterofobia. Fui acusado sem direito de resposta. Durante todo o tempo do BBB, não sabia que Dicesar olhava para as câmaras e dizia que eu era homofóbico. Ele gerou uma violência danada e desnecessária. Ele merecia muito mais críticas, não por ser gay, mas por ser tão fraco de caráter. Por ser fofoqueiro, sem personalidade,” revelou Dourado que atribuiu sua fama de homofóbico ao ex-colega de confinamento Dicesar com quem afirma não querer contato. “Só gostaria que ele parasse de me difamar. Seria uma atitude nobre dele. Encerrou. Eles perderam o jogo. A vida continua.”
Dourado também explicou porque decidiu recusar o convite do Grupo Arco-Íris para participar da campanha Não Homofobia.
“Sob pressão, não. Um dirigente do grupo falou que seria bom para eu limpar a minha barra. Não estou com a consciência pesada e nem houve qualquer citação judicial contra mim. Minha família, assim como Pedro Bial e outras pessoas, não concordam que seja homofóbico. Minha vitória também reflete isso. Não me vejo devendo nada. Cada um deve seguir na sua luta. No momento, estou me dedicando a outras causas. Me preocupo muito com educação.”
Questionado sobre as acusações sofridas e se processaria alguém, Dourado fala sobre as críticas do vencedor da quinta edição do reality show, Jean Wyllys, que é homossexual assumido.
“Campeões do BBB se acharam no direito de falar o que quisessem. Se eu chamar alguém de veado, sou acusado de homofóbico. Agora, podem me chamar de líder fascista. Qual a diferença? Eu ser chamado de fascista passa batido. Ninguém, nem o Ministério Público veio me defender. Isso é um preconceito danado. Para mim, isso é heterofobia.”
Durante a entrevista, o vencedor do BBB 10 aproveitou para desmentir que apanhou de travestis, contrariando as revelações de sua tia: “Foi viagem dela. Nunca apanhei na rua.”

