União homossexual e adoção são discutidas na Câmara
Representantes dos direitos LGBT e religiosos dividem opiniões. Continue lendo
por Redação em 13 de maio de 2010 às 12:04.
Aconteceu nesta quarta-feira (12) uma audiência pública para discutir a união estável a adoção de crianças por homossexuais.
O plenário contou com a participação de uma platéia dividida entre defensores dos direitos LGBT e religiosos que planejam derrubar o projeto.

Religiosos e defensores dos direitos LGBT debatem união estável e adoção por homossexuais
“Então vamos liberar relações com cachorro, vamos liberar com cadáveres, isso também não é um comportamento?,” revelou o já conhecido deputado evangélico Silas Malafaia, que continua na sua luta frenética para barrar qualquer projeto que defenda os direitos LGBT.
Malafaia não está sozinho e tem o apoio da forte bancada evangélica.
“Queremos defender a vida, a família e os valores evangélicos. Há uma minoria tentando impor, para que o anormal seja considerado normal. Queremos continuar com o direito de sermos normais,” criticou o líder do Partido Humanista da Solidariedade, Miguel Martini.
Do outro lado, os direitos dos homossexuais também foram defendidos.
“Estamos falando de uma população de 20 milhões de pessoas no Brasil que, atualmente, está sem poder exercer a cidadania plena. Não queremos destruir a família. Apenas construir a nossa, da nossa maneira,” afirmou Toni Reis, presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais.
A vice-presidente do Instituto Brasileiro da Família, Maria Berenice Dias, também se manifestou a favor da união homossexual.
“Argentina, Uruguai, México e Canadá são alguns dos países que reconhecem essas uniões. Quem conhece esses lugares sabe que, por lá, a família vai muito bem, obrigada.”
A audiência pública foi convocada pelo deputado Eliseu Padilha (PDMB-RS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça e relator do projeto do Estatuto das Famílias. Padilha revelou que tentará encontrar um equilíbrio diante de pontos de vista tão distintos.
O Estatuto das Famílias (Projeto de Lei 674/07) e o reconhecimento das uniões homoafetivas (Projeto de Lei 2285/07) – tem sido debatidos juntos e estão em caráter definitivo na CCJ.




