Vereadores de Curitiba falam sobre homofobia

Relatório do Grupo Gay da Bahia é foco da discussão. Continue lendo

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por Redação em 31 de março de 2010 às 17:04 com informações Jornale - http://www.jornale.com.br/. Última alteração em 31 de março de 2010 às 17:08.

O grande número de crimes praticados contra homossexuais ganhou atenção de alguns vereadores de Curitiba no início desta semana.

Após analisarem o mais recente relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB) eles emitiram suas opiniões sobre as possíveis causas do problema em um debate sobre políticas públicas a favor dos cidadãos LGBT.

O ano de 2009 foi o mais violento contra LGBT

O ano de 2009 foi o mais violento contra LGBT

“Temos diversas datas comemorativas, com a realização de importantes campanhas de prevenção e qualidade de vida. Por outro lado, quando se trata de assunto polêmico, a história muda (…) Tornar a homofobia crime não é fazer apologia a nada. Muito pelo contrário. É mais uma forma de tentar contornar os altos índices de violência que assolam o País, garantindo mais segurança para todos,” declarou o vereador Denilson Pires lembrando que alguns projetos importantes pró-LGBT – como a criação do Dia Municipal Contra a Homofobia em Curitiba – são vetados.

NÚMEROS DO GRUPO GAY DA BAHIA

O ano de 2009 bateu o recorde de crimes contra homossexuais no país. Confira os dados do Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais elaborado pelo Grupo Gay da Bahia, que aponta a morte de um LGBT a cada dois dias.

- 198 vítimas de homofobia: 117 gays (59%), 72 travestis (37%) e 9 lésbicas (4%);
- 25 homicídios na Bahia sendo 11 casos em Salvador, e 25 homicídios no Paraná, sendo 14 casos em Curitiba, que se tornou a cidade mais violenta contra LGBT;
- 14 casos nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco – que figurava no topo da lista nos últimos anos mas caiu para o quarto lugar em 2009;
- 41% dos assassinados tinham até 29 anos, sendo que seis eram menores de idade.

O levantamento é realizado através da coleta de informações de crimes de homossexuais veiculados nos meios de comunicação, pois faltam estatísticas oficiais sobre crimes de ódio no País.

Desde 1980 o Grupo Gay da Bahia já contabilizou 3.196 assassinatos de gays, lésbicas e travestis no Brasil, concentrando-se 18% na década de 80, 45% nos anos 90 e 37% (1.366 casos) a partir de 2000.

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