Vítimas de nova agressão na Paulista prestam depoimento

Duas mulheres estão envolvidas no ataque. Continue lendo

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por Redação em 06 de dezembro de 2010 às 17:39 com informações G1.

O 5º Distrito Policial de São Paulo, localizado na Aclimação, recebeu na tarde desta segunda-feira (5) os dois rapazes vítimas de novas agressões na Avenida Paulista na madrugada do último sábado.

“Eu e meu amigo estávamos voltando de uma balada GLS de mãos dadas quando fomos abordados por esse grupo. Eles começaram a gritar ofensas por sermos gays”, afirmou o operador de telemarketing Gilberto Tranquilino da Silva.

O operador de telemarketing Gilberto presta depoimento acompanhado da outra vítima de agressão que mantém a identidade em segredo e exibe os danos causados no aparelho em consequência da agressão (Foto: Reprodução / Letícia Macedo/G1)

O operador de telemarketing Gilberto presta depoimento acompanhado da outra vítima de agressão que mantém a identidade em segredo e exibe os danos causados no aparelho em consequência da agressão (Foto: Reprodução / Letícia Macedo/G1)

De acordo com o depoimento, seis pessoas – incluindo duas mulheres – participaram das agressões mas as vítimas não acreditam que seja um grupo neonazista.

“Eles não possuíam nenhum padrão de roupas, nem visual tradicional de skinheads. A única coisa que tinham em comum com esse tipo de gente é a intolerância sexual,” acrescentou Gilberto.

Ao contrário de Gilberto, a outra vítima prefere manter a identidade em segredo ao contar os detalhes da agressão.

“Quando chegamos na Paulista começamos a ouvir ofensas e um jovem de cabelo espetado loiro começou a me bater. Meu amigo foi buscar ajuda e eu fiquei apanhando. Este jovem me deu uma voadora e uma série de socos. Neste momento, eu desmaiei.”

O delegado José Matallo Neto, responsável pelo caso, afirmou que as vítimas serão encaminhadas à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), para tentarem identificar os possíveis agressores em um arquivo de fotos de pessoas que já estiveram envolvidas em agressões contra homossexuais.

Policiais já compareceram no local exato da agressão para buscar imagens de câmeras de segurança que possam ter registrado o ataque.

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