Lady GaGa e campanha gay da Hyundai na mira do conservadorismo

O telespectador americano não está preparado para a diversidade sexual. Continue lendo

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por Redação em 16 de março de 2010 às 12:08. Última alteração em 16 de março de 2010 às 12:19.

Quem assiste televisão dificilmente encontraria um ponto em comum entre o clipe “Telephone“, de Lady GaGa, e o comercial da Hyundai voltado para lésbicas, mas o conservadorismo americano considera ambos agressivos demais pela forte referência à diversidade sexual.

Lady GaGa e Beyoncé no clipe de 'Telephone'

Lady GaGa e Beyoncé no clipe de 'Telephone'

No primeiro caso, Lady GaGa poderia ser mais uma cantora loira com músicas pop grudentas e clipes sensuais cheios de caras e bocas, mas preferiu seguir uma linha completamente diferente e paga um preço por isso. A exemplo, seu clipe mais recente – “Telephone”, em parceria com a cantora Beyoncé – enfrenta os conservadores americanos pela constante referência à diversidade sexual e por considerarem um exagero a violência presente no clipe.

Em um programa da FOX News, duas jornalistas discutem a excentricidade do clipe e expõem os motivos que consideram suficientes para que seja censurado por não representar valores morais adequados para a juventude americana: (1) Lady GaGa ser despida por duas carcereiras que parecem transexuais, (2) a constatação que Lady GaGa não é hermafrodita, (3) interpretar relacionamentos lésbicos com as presidiárias e a cantora Beyoncé, (4) a presença de dançarinos afeminados e maquiados e, por último, (5) a sequência de envenenamento na lanchonete.

Mulher encontra bilhete com marca de batom em propaganda do Hyundai Elantra

Mulher encontra bilhete com marca de batom em propaganda do Hyundai Elantra

Já o carro Elantra, da coreana Hyundai, lançou uma campanha voltada para as lésbicas e teve bastante aceitação quando veiculada no Canadá durante as Olimpíadas de Inverno, realizada em Fevereiro deste ano.

A propaganda não exibe beijo, nem carinho e em nenhum momento as protagonistas se encostam ou dividem a cena, deixando apenas implícita a possibilidade de um envolvimento entre as duas.

Os executivos da Hyundai não tinham interesse em divulgar a propaganda nos Estados Unidos, pois a estratégia de comunicação é diferente para cada país. Caso quisessem, já enfrentariam barreiras impostas por associações de defesa à família que consideram a campanha um ultraje pela referência à homossexualidade e lutariam contra a veiculação.

Confira os vídeos.

Campanha do Hyundai Elantra voltada para lésbicas

Lady GaGa e Beyoncé na versão estendida de “Telephone”

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